Estas são questões levantadas pelo diretor criativo da Ogilvy Design, Rui Melo, num artigo de opinião que hoje publicamos.
Determinada marca chegou àquela fase em que decide o futuro. Ou continua com sucesso, ou fica-se pelo caminho. Determinada marca faz uma reflexão mais ou menos profunda sobre si e sobre o seu negócio, e decide que tem de mudar.
Agora a decisão é perceber até onde quer chegar com a mudança. Daí perguntar-se: é para mudar profundamente, com coragem e determinação, ou é para mudar assim mais ou menos para o lado, dando uma espreitadela a uma coisa ou outra que dê resultado e incorporando de maneira a que ninguém dê conta?
Será que alguém vai dar conta? Será que vai fazer a diferença? Bom, pelo menos, agem. É preferível fazer e melhorar ao longo do caminho, do que perder tempo a pensar, a pensar, esperar pela perfeição e acabar por não fazer nada.
Mas porque será tão difícil ser realmente diferente? Será medo, certamente. Medo de falhar, de perder dinheiro, de perder uma posição, um emprego. Mas se ao invés, acertarmos com inovação e criatividade, ou seja, sendo realmente únicos… jackpot!
E se não for desta, será da próxima. Conviver com o erro é conviver com decisões. Não existem decisões nem boas, nem más. Aliás, existem decisões que se tornam em boas decisões porque foram decididas. Pelo simples facto de terem sido tomadas passaram a ser automaticamente boas. A vida é feita de decisões, e nós seremos o que decidirmos ser. Um ilustre antepassado nosso dizia após uma série de experiências “falhadas” que nunca tinha fracassado. Apenas tinha descoberto outras maneiras de não fazer o que pretendia.
Se estamos em cenário de mudança, que realmente mudemos! Que assumamos a coragem para revolucionar o que tem de ser revolucionado! Aproveitemos a janela de oportunidade e com coragem, saltemos um degrau ou dois! Não basta trocar uma cor pela outra, alterar a assinatura, e/ou dar um refreshzinho ao logótipo. Ações destas, assim isoladas, não fazem assim tanta diferença. Porque insistem? Por que dizem “foi um erro”? Porque estamos sempre certos e os outros errados? Porque achamos que fazemos muito? Porque acham que lá fora é que se faz bom trabalho? Porque não se acredita mais em nós e nas nossas empresas? E se Portugal se enchesse de exemplos de marcas e negócios altamente criativos e inovadoras? E se Portugal se transformasse num cluster de inovação e criatividade? Porque temos medo?
Vamos é fazer!” Rui Melo, diretor criativo da Ogilvy Design
Fonte: Briefing

