Carregar faz parte da viagem: A nova era da mobilidade elétrica

A mobilidade elétrica entrou numa nova fase e isso obriga as marcas a repensarem a forma como comunicam. Para a Head of Marketing & External Communication Spain & Portugal da Iberdrola | bp pulse, o desafio já não está em explicar a tecnologia, mas em comunicar “experiência, confiança e simplicidade”. Na perspetiva de Carlota Bauer, “colocar o condutor no centro não é um slogan, é uma obrigação estratégica”.

Carregar faz parte da viagem: A nova era da mobilidade elétrica

Durante anos, falar de mobilidade elétrica era falar de futuro. Hoje, o futuro já chegou, e em força. E essa chegada muda por completo a forma como marcas, utilizadores e decisores encaram este mercado.

A discussão já não é se a mobilidade elétrica vai acontecer, mas como está a acontecer. Neste debate, a infraestrutura de carregamento assume um papel central, pois não basta ter mais veículos elétricos na estrada. É preciso garantir que, além de uma vasta cobertura, a experiência de carregamento seja simples, rápida e fiável. A adoção em escala depende menos da tecnologia do veículo e mais da confiança do utilizador. Significa que o carregamento deve ser integrado na rotina e não ser um incómodo.

Temos observado uma evolução clara do perfil do condutor elétrico em Portugal e Espanha. O utilizador atual exige previsibilidade e, acima de tudo, não quer perder tempo. Queremos que o carregamento seja um momento útil ou até mesmo agradável: carregar enquanto toma um café, resolve tarefas ou descansa numa viagem longa. Na Iberdrola | bp pulse estamos a transformar o ponto de carregamento num local onde a vida continua. Quando recuperar centenas de quilómetros de autonomia em poucos minutos deixar de ser a exceção para se tornar a regra, a mobilidade elétrica passará de uma concessão para a opção mais racional.

Quando recuperar centenas de quilómetros de autonomia em poucos minutos deixar de ser uma exceção, a mobilidade elétrica torna-se a escolha racional, e não um compromisso, nem uma concessão. Este é o grande desafio e a grande oportunidade do setor: tornar a experiência irrepreensível para que ela seja um hábito, integrado no quotidiano, parte natural do dia-a-dia das pessoas.

É neste ponto que a experiência e a sustentabilidade se cruzam. Não como discursos paralelos, mas como partes da mesma solução. A transição energética não se faz apenas com metas ambiciosas, mas com experiências reais que eliminem fricções. Por isso, mais de 70 % da nossa rede na Península Ibérica é ultrarrápida, e continuamos a investir em hubs de carregamento preparados para diferentes perfis de utilizadores, do particular ao transporte pesado de longa distância.

A sustentabilidade ganha assim uma dimensão muito concreta. A descarbonização tem um impacto real e mensurável: mais infraestrutura significa menos emissões, mais eficiência e mais confiança no sistema. Mas sustentabilidade também é durabilidade. Por isso também, a nossa preocupação com a sustentabilidade impele-nos a mais ainda: exige responsabilidade na forma como crescemos, através de redes robustas, interoperáveis e pensadas para o longo prazo.

Do ponto de vista de marca, operar num mercado em rápida maturação implica uma mudança de narrativa. Já não comunicamos apenas inovação tecnológica; comunicamos serviço, experiência e compromisso. Colocar o condutor no centro não é um slogan, é uma obrigação estratégica.

A Península Ibérica tem hoje uma oportunidade única de se afirmar como referência europeia na mobilidade elétrica. Para isso, é essencial continuar a investir em infraestrutura de alta potência, mas também em confiança, simplicidade e visão de futuro.

Temos de continuar a simplificar e a melhorar a experiência de carregamento porque quando a mobilidade elétrica se torna fácil, deixa de ser alternativa e passa a ser inevitável.

Carlota Bauer, Head of Marketing & External Communication Spain & Portugal da Iberdrola | bp pulse

Quinta-feira, 22 Janeiro 2026 09:28


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