A IA Generativa está a ganhar terreno entre os responsáveis de Marketing a nível global. De acordo com o mais recente estudo do BCG, 80 % dos diretores de marketing (CMO) demonstram confiança nesta tecnologia e no seu potencial para transformar a área. Apesar de 8 % ainda rejeitarem a adoção da IA Generativa, este valor caiu dez pontos percentuais face a 2024, sinalizando uma aceitação crescente.
O entusiasmo reflete-se nos planos de investimento: 71 % dos CMO afirmam estar dispostos a aplicar mais de dez milhões de dólares por ano em projetos de IA Generativa nos próximos três anos, um crescimento de 14 pontos percentuais em comparação com o ano anterior. Para o Managing Director & Partner do BCG em Lisboa, Tiago Kullberg, “escalar (Gen)AI requer foco nos fundamentos – os CMO que estão a transformar os processos end-to-end, a medir o retorno sobre investimento com rigor e a internalizar talento vão liderar a próxima fase de crescimento”.
Entre os benefícios já observados pelos profissionais de Marketing, destacam-se as melhorias na experiência do cliente (36 %), na personalização de conteúdos (33 %) e no acesso a informações de qualidade (33 %). No entanto, aspetos como a redução de trabalho manual (23 %) ou a rapidez na produção de conteúdos (26 %) perderam peso relativamente a 2024, revelando os desafios da integração de IA em fluxos de trabalho complexos. Ainda assim, 60 % dos inquiridos esperam alcançar um retorno mínimo de 5 % nos seus projetos.
As prioridades de implementação incluem a produção de vídeo, que lidera as intenções de investimento (30 %), a personalização de campanhas e a utilização de agentes de IA para automatizar etapas criativas. Estas ferramentas estão a ser vistas como alavancas de eficiência e crescimento, sobretudo pela sua capacidade de acelerar processos e gerar conteúdos mais relevantes.
Paralelamente, os CMO estão a investir no desenvolvimento interno de talento especializado, através de hackathons, estúdios de incubação e programas de formação. A aposta na capacitação das equipas, em detrimento da contratação externa, é vista como essencial para uma adoção responsável e sustentável da tecnologia.


