Num panorama global caracterizado pela incerteza geopolítica, volatilidade económica e aceleração tecnológica, o mercado de trabalho nacional mantém-se “exigente e competitivo”, com a procura por talento qualificado a superar a oferta em diversos setores estratégicos, tal como refere a empresa de recrutamento. No que diz respeito a 2026, é esperado que a transformação na cultura de trabalho seja impulsionada por fatores como a evolução regulatória, maior transparência salarial e o crescente papel da Inteligência Artificial (IA).
Outra das previsões presentes no relatório é que contextos em que o uso estratégico de dados, o desenvolvimento de competências digitais e a gestão de talento em ambientes cada vez mais globais e colaborativos serão tendências.
No Marketing, a integração da IA obriga a uma atualização contínua das competências técnicas, compreensão dos dados e algoritmos subjacentes, e uma utilização “ética e transparente” da tecnologia, exigindo profissionais capazes de integrar o marketing tradicional e as novas tecnologias de forma estratégica. Neste documento, é ainda revelado que mais de 80 % dos profissionais afirmam utilizar a GenAI na sua função atual para personalizar campanhas, identificar clientes e aumentar o impacto das vendas.
Relativamente aos fatores mais valorizados pelos candidatos, estes valorizam aspetos que vão além do salário, tais como: a flexibilidade, particularmente entre as gerações mais jovens; a cultura organizacional; e o desenvolvimento de carreira, com profissionais à procura de ambientes “colaborativos e inclusivos”, oportunidades de progressão e desafios que permitam evolução para posições de liderança.
Para o diretor-geral da Michael Page, Álvaro Fernández, do lado das empresas, a atração e retenção de talento afirmam-se como “desafios centrais”, exigindo políticas de gestão de pessoas “mais inovadoras, transparentes e alinhadas com as novas expetativas do mercado”.
Simão Raposo

