Como será o mercado de trabalho em 2026? A Michael Page responde

A Michael Page anuncia o resultado do seu estudo anual sobre as principais tendências do mercado português de trabalho para 2026. No que diz respeito ao Marketing, as organizações que alinharem “salários competitivos, flexibilidade, cultura forte e desenvolvimento de carreira” estarão melhor posicionadas para captar talento e garantir crescimento sustentável, a par com uma vantagem competitiva.

Como será o mercado de trabalho em 2026? A Michael Page responde

Num panorama global caracterizado pela incerteza geopolítica, volatilidade económica e aceleração tecnológica, o mercado de trabalho nacional mantém-se “exigente e competitivo”, com a procura por talento qualificado a superar a oferta em diversos setores estratégicos, tal como refere a empresa de recrutamento. No que diz respeito a 2026, é esperado que a transformação na cultura de trabalho seja impulsionada por fatores como a evolução regulatória, maior transparência salarial e o crescente papel da Inteligência Artificial (IA).

Outra das previsões presentes no relatório é que contextos em que o uso estratégico de dados, o desenvolvimento de competências digitais e a gestão de talento em ambientes cada vez mais globais e colaborativos serão tendências.

No Marketing, a integração da IA obriga a uma atualização contínua das competências técnicas, compreensão dos dados e algoritmos subjacentes, e uma utilização “ética e transparente” da tecnologia, exigindo profissionais capazes de integrar o marketing tradicional e as novas tecnologias de forma estratégica. Neste documento, é ainda revelado que mais de 80 % dos profissionais afirmam utilizar a GenAI na sua função atual para personalizar campanhas, identificar clientes e aumentar o impacto das vendas.

Relativamente aos fatores mais valorizados pelos candidatos, estes valorizam aspetos que vão além do salário, tais como: a flexibilidade, particularmente entre as gerações mais jovens; a cultura organizacional; e o desenvolvimento de carreira, com profissionais à procura de ambientes “colaborativos e inclusivos”, oportunidades de progressão e desafios que permitam evolução para posições de liderança.

Para o diretor-geral da Michael Page, Álvaro Fernández, do lado das empresas, a atração e retenção de talento afirmam-se como “desafios centrais”, exigindo políticas de gestão de pessoas “mais inovadoras, transparentes e alinhadas com as novas expetativas do mercado”.

Simão Raposo

Segunda-feira, 20 Outubro 2025 11:59


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