É uma história de meio século aquela que o Grupo Impetus conta. Estávamos em 1973, em Esposende, quando Alberto e Maria Emília Figueiredo criaram um pequeno negócio têxtil com apenas seis pessoas e quatro máquinas a produzir roupa interior 100% poliamida para o mercado de exportação. 50 anos depois, tornou-se numa empresa vertical, que controla toda a cadeia de valor, desde a importação do fio até à expedição das peças que chegam aos quatro cantos do mundo. O portefólio, esse, expandiu para uma “vasta gama” de produtos técnicos, tais como vestuário de trabalho e desportivo, com e sem costuras, de modo a “dar resposta às novas tendências do mercado e às necessidades dos consumidores atuais”.
A aspiração, conta a responsável de Marketing & Comunicação da Impetus, Carla Sá, era de poder “desenvolver produtos inovadores, com modelagens únicas, testar matérias-primas e conseguir apresentar ao mercado propostas que fossem ao encontro dos objetivos dos fundadores, criar peças premium, com um conforto e qualidade excecional e que possam ir ao encontro das necessidades do público-alvo”. Um caminho que tem sido feito linha a linha, peça a peça, “fidelizando clientes, que de uma forma geral, após comprarem a primeira peça, voltam a comprar e a experimentar outras peças e novos produtos”.
Atualmente, são cerca de 900 as pessoas daquela que Carla Sá aponta como uma das mais “completas estruturas verticais integradas da Europa”, apoiada por diversos departamentos, que contemplam I&D, Tricotagem & Tecelagem, Tingimento & Acabamentos, Corte & Confeção, Controlo de Qualidade, Embalamento & Logística. “Esta estrutura é o nosso principal foco de diferenciação, uma vez que nos permite controlar todo a cadeia de valor, garantindo a flexibilidade e capacidade de reação aos desafios do mercado”, diz.
Novas tecnologias, sustentabilidade e economia circular são pontos importantes de investimento da marca. É o caso do uso de modelagem 3D no desenvolvimento das coleções, que permite projetar, visualizar e adaptar os produtos antes de serem fabricados. “Este processo permite um ganho de tempo e uma eficiência na produção da amostra final, reduzindo a produção de prototipagem”, explica a porta-voz, sustentando que isso contribui para uma maior sustentabilidade, com a diminuição dos recursos, materiais e resíduos utilizados.
Mais recentemente, a marca tem também apostado na utilização da Colorifix, um processo que possibilita, de forma biológica, desenvolver os corantes utilizados nas máquinas de tingimento, dando cor aos têxteis de todo o grupo de “forma natural, num processo amigo do ambiente, isento de químicos e com um consumo de energia reduzido”.
Hoje, a marca, expert no segmento de roupa íntima (underwear, nightwear e loungewear), está presente em mais de 35 países e em mais de 15 mil pontos de venda, desde department stores, como o El Corte Inglés e as Galerias Lafayette, e em lojas de especialidade de roupa íntima. 95% da faturação é internacional, sendo os mercados externos mais relevantes da marca e no private label Espanha, França, EUA, Suíça, Alemanha, Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Bélgica e Reino Unido. E no futuro? É objetivo continuar a apostar na expansão da marca via Escandinávia, além do online, para consolidar o mercado dos Estados Unidos.
Sofia Dutra
Leia o artigo na íntegra na edição impressa de outubro de 2023.

