A plataforma foi criada para oferecer “apoio imediato, informação fiável e orientações práticas” a vítimas de crime e violência, mas também a familiares, amigos e qualquer pessoa que procure saber como agir perante situações de risco. O chatbot funciona como um primeiro ponto de contacto “seguro, acessível e confidencial”, especialmente indicado para quem ainda não se sente pronto a falar diretamente com um técnico de apoio. Todas as respostas são baseadas em conteúdos validados pela APAV, assegurando “rigor, sensibilidade e alinhamento com práticas profissionais”.
Esta nova ferramenta da Linha Internet Segura surge no seguimento do Global Online Safety Survey, que revela que os riscos digitais estão a crescer e a impactar a vida dos jovens, destacando-se casos de discurso de ódio, fraudes, eciberbullying. Mesmo assim, há pontos positivos, sendo que 72 % dos adolescentes procuraram ajuda depois de enfrentarem alguma situação arriscada e o número de relatos aumentou pelo segundo ano consecutivo.
A gestora da Linha Internet Segura da APAV explica que este chatbot serve para autonomizar o trabalho das linhas de denúncia, tornando-o mais eficiente e permitindo-nos focar no que não pode substituir o apoio humano. “Espero mesmo que seja uma forma de as pessoas se desinibirem, sabendo que estão a usar uma ferramenta segura, que não se está a alimentar dos dados que ali deixam”, acrescenta Carolina Soares.
Já a Education Lead da Microsoft Portugal destaca que a marca faz parte do Consórcio da Internet Segura desde a sua formação e, por isso, fez “todo o sentido” estar envolvida num projeto com este impacto. Ana Rita Serra diz que a empresa tem a tecnologia necessária e esta iniciativa reflete de forma “muito clara” a sua missão: “a tecnologia só tem valor quando está ao serviço das pessoas, quando ajuda e cria impacto real na sociedade”.
Por sua vez, a CEO da Visual Thinking, Estela Bastos, afirma que a organização teve uma preocupação “muito grande” com a forma como o assistente iria responder, garantindo que não fugia dos temas para os quais foi criado e que o seu system prompt se mantinha estritamente limitado ao contexto.
Simão Raposo

