O estudo “Gen Z and Millennial Survey 2026”, da Deloitte, revela uma mudança na forma como estas gerações encaram o sucesso profissional, privilegiando fatores como o bem-estar, a estabilidade e o desenvolvimento de competências em detrimento de uma progressão acelerada na carreira.
Entre os jovens portugueses, as principais prioridades profissionais passam por manter um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, referido por 28 % da Geração Z e 32 % dos Millennials. Seguem-se a independência financeira, com 23 % e 30 %, respetivamente, e a estabilidade e segurança no trabalho.
Esta perspetiva reflete-se também na forma como encaram a progressão profissional. Mais de metade dos inquiridos prefere uma evolução estável e sustentada – 55 % da Geração Z e 52 % dos Millennials –, enquanto apenas 16 % e 18 %, respetivamente, privilegiam um crescimento rápido em posição ou salário.
Ainda assim, uma parte significativa destes profissionais já assume responsabilidades de gestão: 31 % da Geração Z e 39 % dos Millennials em Portugal gerem ou supervisionam equipas ou ocupam funções executivas, embora estes valores fiquem abaixo da média global.
Para a Associate Partner da Deloitte Margarida Sousa Uva, os resultados demonstram que estas gerações continuam a ser ambiciosas, mas estão a redefinir aquilo que procuram numa carreira. “Mais do que ascender rapidamente a cargos de liderança, procuram carreiras sustentáveis, alinhadas com os seus valores pessoais, bem-estar e equilíbrio de vida”, afirma. A responsável acrescenta que esta tendência representa “um sinal claro de transformação das expectativas em relação ao trabalho e à liderança”.
Na sua 15.ª edição, o estudo contou com a participação de 22.595 inquiridos em 44 países, incluindo 406 participantes em Portugal – 203 Millennials e 203 representantes da Geração Z.
Carolina Neves

