Há uma nova produtora vitivinícola no Douro. É a Quinta dos Loivos

A recém-nascida Quinta dos Loivos, projeto desenvolvido pela Solo Maior – que integra contributos de Eduardo Aires, no design; Nicolas Grassi, no branding; e Carlos Castanheira, na arquitetura –, entra no mercado com duas marcas e nove vinhos. Estes pretendem afirmar a “excecionalidade” do terroir de Casal de Loivos, em Alijó, a cerca de 500 metros de altitude.

Há uma nova produtora vitivinícola no Douro. É a Quinta dos Loivos

A Quinta dos Loivos surge como a nova produtora da Região Demarcada do Douro, através do lançamento de duas marcas de vinhos que procuram valorizar a singularidade do território onde nascem. Localizadas em Casal de Loivos, as vinhas, algumas centenárias, estendem-se por cerca de 12 hectares em encostas tão íngremes que impedem qualquer mecanização. Todo o trabalho é manual, num processo que pretende respeitar o ritmo natural de cada videira e reforçar uma abordagem sustentável e regenerativa. A gestão da viticultura está a cargo da diretora de Operações da Quinta, Ana Mota; o desenvolvimento de negócio de Bruno Simões; e o marketing e as vendas de André Almeida.

A equipa de enologia, composta pelo enólogo responsável, Jorge Alves e a enóloga residente, Adriana Covas, assina os três primeiros vinhos com identidade Quinta dos Loivos – Sul, Nascente e Poente – e seis referências sob a marca Venera, divididas entre duas Grande Reserva, duas Reserva e duas DOC.

A primeira expressão desta identidade materializa-se nos três vinhos de quinta, entendidos como capítulos distintos de um mesmo território e influenciados pela forma como o sol percorre o dia. Com colheitas de 2021 e estágio de 24 meses em barrica francesa, estes vinhos pretendem refletir o impacto da luz na maturação da uva e na expressão do terroir: o Sul promete “concentração” e “equilíbrio” num perfil volumoso e vibrante; o Nascente assume “frescura” e “tensão mineral” com expressão incisiva; e o Poente revela uma estrutura profunda, “camadas aromáticas complexas” e grande longevidade.

Em paralelo, a marca Venera homenageia o Douro através de vinhos de castas autóctones e vinhas velhas. As primeiras referências — com colheitas de 2023 — incluem os Venera Grande Reserva Sousão e Touriga Nacional, os Venera Reserva Rosé e Branco, e os Venera DOC Branco e Tinto. “A concentração e a riqueza das vinhas velhas é incrível, é um full blend que vem da natureza. Nunca sabemos o que as castas nos trazem, não sabemos como se comportam, é muito mais desafiante. Casal de Loivos tem muita história e isso faz a diferença, é altamente inspirador. As vinhas velhas são espectadoras da história”, afirma o enólogo responsável Jorge Alves.

O projeto, assinado pela nova empresa de turismo e enoturismo Solo Maior, ambiciona unir sofisticação contemporânea e tradição. Além da produção já iniciada, está prevista a construção de uma adega e de um espaço de enoturismo.

Carolina Neves

Sexta-feira, 14 Novembro 2025 12:57


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