Ideias boas e ideias novas

Pedro Martins, Commercial & New Business Director da ON-FI São inúmeros os novos projectos na área dos media e publicidade assentes em soluções tecnológicas, num contínuo “rei morto, rei posto”, no qual as ideias se sucedem umas às outras, mas sem grande longevidade.

Ser marketer neste ambiente de grande instabilidade do mercado não será por certo fácil, já que se torna muito difícil saber onde investir. A conjuntura económica também parece não ajudar, pois os elevados descontos praticados por alguns media permitem a sua sobrevivência que, combinada com menores barreiras à entrada das propostas digitais, leva um excesso de oferta. E a ofertas…

Face a esta saturação comercial, é muito mais difícil chegar às pessoas, que agora ganham um novo controlo sobre aquilo que querem ou não ver. Mas há coisas que agora se tornaram bem mais fáceis: saber onde estão os seus consumidores, em que altura do dia e dia da semana se encontram e penetrar na sua couraça, captar a sua atenção. E como se consegue isso? Contextualizando a comunicação, capitalizando novas funcionalidades como a geo-referenciação e aproveitando os níveis de atenção dedicados a novos dispositivos, de tal forma elevados no caso de telemóveis e smartphones, que o seu uso é proibido durante a condução.

Plataformas como a On-Fi dão às marcas a capacidade de comunicar com quem querem, onde querem e quando querem com menos custo e mais impacto. Mas acima de tudo prestam um serviço aos utentes e aos locais onde são instalados os hotspots, permitindo às marcas um precioso “2 em 1”: impactar os seus clientes junto aos locais de compra ao ponto de quererem partilhar com o Mundo a boa experiência proporcionada pela marca, e, ao mesmo tempo, estreitar laços com os seus parceiros comerciais.

Na verdade, um “3 em 1”, levando em conta a aura social – todos podem aceder – e ambiental – estimula a utilização de transportes públicos – do projecto. Talvez por tudo isto o wifi grátis seja por quase unanimidade aclamado espontaneamente nas redes sociais.

Porque é isto que a inovação e a criatividade do século XXI conseguem quando vão de encontro aos estados de alma das pessoas que queremos influenciar: que sejam as próprias pessoas a falar sobre as marcas, servindo de embaixadores para as mesmas.

Ideias boas e novas não há muitas. E não há estrelas a guiar o caminho até elas. Mas são ideais que trazem boas novas que perduram…

Quinta-feira, 08 Janeiro 2015 13:16


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