João Félix da Costa fala da mudança de paradigma que se vive no digital

O CEO da Gigantic Digital Growth descodifica as alterações que se têm vivido neste canal. 

Gigantic

De canal de comunicação institucional das marcas, onde todos tinham de estar por uma questão de credibilidade, para um ativo gerador de mais negócio e meio de comunicação brilhante, que aproxima as marcas dos seus clientes, permitindo adaptar as mensagens e conteúdos a cada tipo de público. É esta a mudança de paradigma vivida pelo canal digital, aqui descodificada pelo CEO da Gigantic Digital Growth, João Félix da Costa.

“Hoje, todos percebemos que os meios digitais têm uma enorme presença na nossa vida, revolucionando aquilo que são os nossos hábitos de media, mas também cada vez mais, os nossos hábitos de compra”, começa por dizer o CEO da Gigantic Digital Growth, João Félix da Costa, recorrendo ao Instituto Nacional de Estatística (INE) deste ano para confirmar esta informação: 43% dos portugueses fizeram compras online em 2022, percentagem que sobe consideravelmente nos grandes centros urbanos.

Entende, pois, que existe uma mudança de paradigma do canal digital. “Foi um canal de comunicação institucional das marcas, onde todos tinham de estar por uma questão de credibilidade. Hoje, deve ser visto e trabalhado como um ativo gerador de mais negócio e como um meio de comunicação brilhante, que aproxima as marcas dos seus clientes, na medida em que permite adaptar as mensagens e conteúdos a cada tipo de público”, observa. Nessa medida, defende a urgência de as empresas de todos os sectores se abrirem à transformação digital e investirem os recursos necessários, humanos e financeiros, para que o digital possa ser uma ferramenta verdadeiramente transformadora para os seus negócios. 

A estratégia da Gigantic em termos de digitalização passa por descomplicar o digital e a sua linguagem, tirar o melhor partido deste meio e do que tem para oferecer e pô-lo ao serviço de todo o tipo de negócios, desde supermercados a empreendimentos imobiliários, da educação a escritórios de advocacia, da banca aos e-commerce. 

“No nosso entender, o digital possui características que nenhum outro meio possui e que são pouco ou nada exploradas pelas marcas portuguesas”, diz, destacando, em primeiro lugar, a informação e os dados. 

“Por exemplo, hoje em dia conseguimos, em qualquer mercado, observar toda a estratégia dos nossos concorrentes. Quais os números de visitantes ao website, qual o número de compradores, que receitas estão a obter, quais são os canais digitais que geram mais resultados (SEO, redes sociais ou outros), onde investem recursos, etc. Este tipo de dados permite-nos questionar e desenvolver a nossa própria estratégia de uma forma que nunca foi possível com outros meios”, nota.

Em segundo lugar, salienta a hiper-segmentação: “O digital permite-nos comunicar de forma diferente com diferentes segmentos, mas, mais do que isso, permite adaptar cada mensagem e campanha à fase da jornada de compra em que cada cliente se encontra”. Exemplifica com o caso de um banco que quer vender empréstimos ao consumo: é possível, com o mesmo produto de base, ter uma campanha destinada ao segmento jovem baseada, como viagens; e, ainda partindo do mesmo produto, uma campanha totalmente diferente para o segmento sénior. “Mas acima de tudo, esta hiper-segmentação permite-nos descer a um nível ainda mais abaixo e comunicar especificamente para jovens que se encontram em fases diferentes da sua jornada. Podemos comunicar para aqueles que nunca consideraram fazer uma viagem, mas que têm vontade, e de outra forma para com jovens que já procuram fazer viagens ou que viajam de forma sistemática”, adianta, indicando a utilização desta técnica “com grande sucesso” no projeto imobiliário Nooba, localizado no Barreiro, comunicando de forma “totalmente diferente” com cada um dos públicos: residentes na zona de Lisboa, residentes da Margem Sul, emigrantes e estrangeiros”. 

Segunda-feira, 05 Junho 2023 11:25


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