Mais inovação: Como a SECIL está a reinventar a construção

A SECIL tem vindo a assumir-se como um agente de mudança, colocando a sustentabilidade e a inovação tecnológica como os focos da sua estratégia.

Mais inovação: Como a SECIL está a reinventar a construção

Briefing | O setor da construção tem enfrentado um ritmo acelerado de transformação. De que forma a SECIL se tem reinventado para acompanhar as mudanças?

Pedro de Goulart Mendes | A SECIL tem vindo a preparar-se para esta transformação há já bastante tempo, colocando a sustentabilidade e a inovação digital no centro da sua estratégia. Projetos estruturantes como o CCL (Clean Cement Line), na fábrica do Outão, e o ProFuture, na fábrica da Maceira, já estão a permitir reduções superiores a 20 % nas emissões de CO₂, bem como ganhos expressivos em eficiência energética. Ao mesmo tempo, estamos a apostar em novos paradigmas construtivos, como a construção industrializada (modular) em betão – através da KREAR (joint-venture com o Grupo Casais) –, a impressão 3D e o betão sensorizado. Estas soluções reduzem prazos de execução, aumentam a eficiência e diminuem o impacto ambiental. 

A nossa reinvenção passa por sermos agentes de transformação, antecipando as necessidades de um setor em profunda mudança.

A Inteligência Artificial (IA) começa a ter um papel cada vez mais visível em todas as áreas. Como é que a estão a explorar nos processos de produção?

Na SECIL, a IA é uma aliada estratégica para a digitalização industrial. Na área do cimento, estamos a aplicar algoritmos de machine learning e soluções de manutenção preditiva, que aumentam a eficiência, reduzem paragens e otimizam o consumo energético. No betão, o projeto Slumpro representa um avanço na integração de dados em tempo real, permitindo maior controlo de qualidade e ganhos operacionais. Também o recurso a sensores em betão, por exemplo, permite recolher dados em tempo real sobre durabilidade, deformações e humidade, possibilitando uma gestão preditiva das infraestruturas. Estes projetos demonstram como estamos a transformar processos produtivos com tecnologia de ponta, reforçando a competitividade e acelerando o caminho para uma indústria de baixo carbono.

A rentrée é sempre um momento de renovação. Quais são os projetos e as apostas da empresa que marcam este novo ciclo?

Gostaria de destacar três grandes eixos para esta rentrée: a consolidação industrial, ou seja, a execução dos projetos CCL e ProFuture, que reforçam a posição da SECIL como uma das empresas cimenteiras mais avançadas da Europa em descarbonização; a inovação tecnológica, com soluções que aceleram prazos e reduzem impactos ambientais, através do desenvolvimento da construção industrializada (modular), do betão sensorizado e da impressão 3D; e, por último, a sustentabilidade integrada, eixo fundamental para fortalecermos a transparência industrial, quer através de soluções de construção cada vez mais sustentáveis e da sua visibilidade de impacto pelo desenvolvimento de Declarações Ambientais de Produto (DAP), quer por certificações ambientais e programas ligados à biodiversidade e ao bem-estar dos colaboradores.

Fundamental também é a aposta que estamos a fazer numa comunicação mais simples e direta, de forma a podermos transmitir, de forma mais eficiente, a mensagem sobre o que estamos a fazer e o que planeamos fazer no caminho para a descarbonização.

Estas apostas permitem à SECIL posicionar-se não apenas como fornecedora de materiais, mas como parceira estratégico da construção sustentável.

Que tendências acreditam que vão marcar o setor no futuro próximo?

No ponto de vista da SECIL, o futuro próximo será marcado por quatro tendências essenciais. Industrialização e digitalização da construção, com processos off-site mais rápidos e eficientes, assim como processos produtivos de cimento e betão suportados por IA, machine learning e manutenção preditiva, como o Slumpro no betão. Economia circular, com maior incorporação de resíduos e subprodutos de diferentes indústrias, incluindo resíduos de construção e demolição, mas também garantindo a total reciclabilidade do betão. Materiais inteligentes, como o betão sensorizado, que permitem maior durabilidade e monitorização contínua. E transparência e rastreabilidade, através das DAP, certificações ambientais e Passaporte Digital de Produto, que se tornam fatores decisivos para clientes e projetistas. Estes quatro caminhos mostram que inovação e sustentabilidade deixarão de ser diferenciais e passarão a ser requisitos básicos de competitividade.

Que novos desafios têm sentido na relação com os clientes, num momento em que se exige mais rapidez, personalização e impacto?

A relação com os nossos clientes é, hoje, mais estratégica do que nunca. Para responder às exigências de rapidez e personalização, temos vindo a investir em programas de fidelização que fortalecem a proximidade e promovem uma colaboração contínua. Estes programas permitem-nos estar mais próximos dos desafios do dia a dia e criar relações de confiança a longo prazo.

Paralelamente, estamos a desenvolver soluções de construção que combinam eficiência, inovação e sustentabilidade, capazes de gerar valor imediato para os nossos parceiros e impacto positivo para a sociedade. A transparência é também uma prioridade: o desenvolvimento das DAP para o nosso portefólio oferece informação clara e objetiva sobre o impacto ambiental de cada solução, ajudando clientes e projetistas a tomar decisões mais conscientes.

Finalmente, o apoio técnico e comercial, desde a fase de projeto até à obra, garante acompanhamento especializado, personalização e confiança em cada fornecimento. É desta forma que reforçamos o nosso papel enquanto parceiro de referência no setor da construção.

Se pudessem projetar a SECIL daqui a 16 anos, como imaginam que será o seu papel no setor?

Em 2041, vemos a SECIL como um agente transformador da indústria, totalmente alinhado com o caminho para a neutralidade carbónica. Líderes em materiais circulares e de baixo carbono, em soluções digitais inteligentes e em modelos construtivos modulares.
Mais do que produzir cimento, betão, argamassas ou agregados, queremos liderar a sustentabilidade da construção, ajudando cidades e comunidades a crescer de forma resiliente e eficiente. Até 2050, a meta é clara: atingir a neutralidade carbónica, mas sempre demonstrando que é possível crescer de forma sustentável, criando valor para clientes, colaboradores e comunidades.

Sexta-feira, 03 Outubro 2025 12:05


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