A ideia dos cofundadores, Alain, Yann e Franck , surgiu do sentimento de que havia espaço para “revitalizar o mercado ao trazer de volta a estética, a beleza e a clássica boulangerie e pâtisserie barroca francesa”, através da criação de “produtos honestos, bonitos e acessíveis a todas as carteiras”. Para a criação do conceito, a inspiração partiu do compositor, músico e dançarino Jean-Baptiste Lully, sendo que a intenção é virem a ser “tão disruptivos, inovadores e respeitosos” quanto ele.
A presença do artista encontra-se em vários elementos, nomeadamente na identidade gráfica, visível na interseção entre um estilo barroco e uma abordagem punk, e evidenciado no graffiti sobre o lettering. “A Lully 1661 pretende posicionar-se no eixo onde acreditamos que a excelência pode ser encontrada: entre a atitude rebelde e inconformada daqueles que querem inovar, e o respeito incondicional pela originalidade e tradição”, explica o responsável.
O conceito artesanal alia-se a técnicas avançadas, sendo que o espaço tem uma gama repleta de produtos, entre eles: vários tipos de pães, sandes compostas, croissants, bolos, doces, entre outros. Além disso, os pães são feitos de acordo com as receitas tradicionais francesas, utilizando massa natural e sal cinzento não refinado.
Alain Savouré confessa que a receção por parte das pessoas tem superado as expetativas, e dá o exemplo de pessoas que fazem viagens desde Cascais, Setúbal e de outros lugares com a intenção de comprar um Paillard, um pão especial com cerca de quatro quilos, aos sábados.
Entre os planos para o futuro, está previsto expandir a presença a outras partes da capital, sendo que em breve vai ser anunciada a abertura de um segundo espaço numa localização mais próxima do centro, que será abastecido pelo centro de produção no Beato.
Simão Raposo









