Criado a partir de uma investigação sobre a história e a diversidade das regiões vínicas europeias, o pairing propõe uma viagem por diferentes territórios e culturas, revelando a forma como cada vinho expressa a sua origem e encontra o seu lugar quando harmonizado com a gastronomia.
“‘O Velho Mundo’ nasce da vontade de revisitar as raízes da cultura vínica europeia através de uma perspetiva contemporânea, colocando em diálogo referências históricas e produtores que representam novas interpretações do território”, afirma Manuel Cambournac, responsável pela criação e o desenvolvimento desta experiência.
Entre os momentos de destaque, está a combinação entre Krug Grand Cuvée e a Nova Trilogia – Alma Portuguesa, uma criação de Henrique Sá Pessoa que explora diferentes elementos da identidade gastronómica nacional através de uma abordagem contemporânea. A complexidade e profundidade do champagne acompanham a riqueza de texturas e sabores desta interpretação da cozinha portuguesa.
O percurso inclui também referências portuguesas que demonstram a capacidade de evolução dos nossos vinhos, como um espumante da Bairrada com quase três décadas de envelhecimento, harmonizado com a lula recheada e o seu caldo de grande intensidade e umami.
A experiência atravessa ainda algumas das mais prestigiadas tradições vínicas europeias, incluindo vinhos doces da Hungria e da Alemanha, como os produzidos por Joh. Jos. Prüm, onde a acidez e a concentração aromática revelam uma versatilidade gastronómica.
O percurso termina com o vinho do Porto, através dos colheitas da Niepoort, referências com mais de duas décadas de evolução que encontram no foie gras “uma ligação marcada pelo equilíbrio entre intensidade, elegância e complexidade”.
Carolina Neves

