O Iscte Executive Education sobe em ranking internacional

O Iscte Executive Education alcança o 41.º lugar no Financial Times Executive Education Ranking de 2026, o melhor resultado de todas as edições. Em entrevista, o presidente, José Crespo de Carvalho, acredita que este é o resultado de uma estratégia seguida com “persistência, foco e capacidade de execução”.

O Iscte Executive Education sobe em ranking internacional

O que representa este marco para a escola?

Representa reconhecimento. E reconhecimento num ranking do Financial Times não cai aos trambolhões. É o melhor resultado de sempre do Iscte Executive Education neste ranking e confirma uma trajetória de trabalho, consistência e crescimento. Sublinho aqui consistência. Mais do que uma posição numa tabela, este resultado mostra a confiança das empresas, dos participantes e dos parceiros naquilo que fazemos. Mostra também que a nossa oferta tem qualidade, mercado e reconhecimento internacional.

O que explica esta evolução?

Explica-se por consistência. Muita consistência. Proximidade às empresas, desenho de soluções ajustadas às necessidades reais, reforço dos programas abertos, crescimento dos programas customizados e maior dimensão internacional. Subir 13 lugares em Custom e 16 lugares em Open mostra que não estamos perante um resultado isolado. A evolução é transversal. É consequência de uma estratégia seguida com persistência, foco e capacidade de execução e assente em três pilares: internacionalização, onde claramente ficamos em primeiro em Portugal; aumentar catálogo em Open Programs; trabalhar mais e mais próximo com as empresas.

Estes resultados refletem uma estratégia deliberada de internacionalização e transformação da oferta?

Sim. Primeiro pilar da nossa estratégia. Reforçámos a dimensão internacional, através de participantes de várias geografias, programas fora de Portugal e maior exposição a mercados externos.

Como explica a crescente procura por formação executiva individual?

Explica-se porque os executivos perceberam que não podem ficar à espera que a organização lhes desenhe a carreira e/ou se tornem obsoletos. Há hoje uma responsabilidade individual muito maior na atualização de competências. A formação executiva deixou de ser um momento pontual e passou a ser um instrumento permanente de adaptação, diferenciação e progressão. Quem quer continuar relevante tem de investir em si, com método e não menos exigência.

A afirmação como segunda escola portuguesa muda a perceção internacional da instituição?

Muda completamente. Ainda esta semana no Financial Times, em Londres, recebo os parabéns pessoalmente pelas subidas conseguidas. E igualmente por parte de outras escolas internacionais. O trabalho internacional demora muito tempo a dar resultados e precisa deles pois não trabalha apenas com intenções. Este ranking de 2026 reforça a visibilidade internacional do Iscte Executive Education e coloca-nos de forma mais clara no mapa das escolas de referência nesta área. Portugal tem talento, conhecimento e capacidade para competir internacionalmente em Executive Education. Este resultado ajuda a consolidar essa perceção e eleva-nos a exigência. Agora, isto foi, sublinho, deliberado. É fruto de uma estratégia e não apenas de um acaso. Tanto assim é que os resultados internacionais têm sido sempre de primeiro lugar em Portugal já há algumas edições do ranking de Executive Education.

O que procuram hoje as organizações quando recorrem a Executive Education?

Essencialmente impacto. Programas que ajudem a resolver problemas concretos, a preparar líderes para contextos de mudança e a acelerar processos de transformação. Temos de criar experiências de aprendizagem com aplicação direta aos negócios, às equipas e à decisão, per se. As organizações querem pessoas mais preparadas, mais autónomas e capazes de executar.

Os executivos estão mais disponíveis para reinventar competências?

Há maior consciência de que muitas competências têm ciclos de vida mais curtos. E nos tornamos facilmente obsoletos. Por isso pergunto muito aos meus participantes qual o centro das suas vidas profissionais e acabo eu mesmo a dar a resposta: curiosidade intelectual. Sempre. Os participantes sabem que precisam de se manter relevantes, compreender novas tecnologias, liderar equipas diversas e decidir em ambientes de grande incerteza. Reconhecer que precisam de mais competências é até um ato de humildade. Passou a ser condição para quem quer continuar a liderar com competência, responsabilidade, utilidade e influência.

A aprendizagem contínua tornou-se obrigatória?

Nunca como antes estivemos tão dependentes de aprendizagem. Ao contrário do que parece evidenciar a inteligência artificial. Os modelos de negócio, as tecnologias e as expectativas das pessoas mudaram rapidamente. Quem parou a sua aprendizagem perdeu capacidade de decisão e influência. A aprendizagem contínua passou a ser um “order qualifying criteria”. Na prática, liderar com relevância, acompanhar a mudança e continuar a criar valor depois necessita de outras partes do canivete suíço. E também para isso cá estamos.

Simão Raposo

Terça-feira, 26 Maio 2026 10:56


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