Os APPM Marketing Awards são uma ode ao processo. Diz Marlene Gaspar

“Uma espécie de ode ao processo”. É assim que a diretora-geral da LLYC, Marlene Gaspar, sintetiza a sua visão sobre os APPM Marketing Awards, de cuja edição de 2023 é jurada. São, também, uma ótima ferramenta de atração de clientes e uma boa forma de criar fulfillment do talento.

Os APPM Marketing Awards são uma ode ao processo. Diz Marlene Gaspar

Na sua ótica, ao celebrarem e reconhecerem o melhor que se faz, os prémios possibilitam aos vencedores reconhecimento e prestígio ao nível da empresa e do talento individual, reforçando a sua reputação. Além disso, a visibilidade dos prémios incentiva a criatividade, a originalidade e a inovação através da partilha de abordagens diferenciadores que inspiram e contagiam outras marcas e talentos. Constituem, pois, “uma espécie de hub – benchmark e insights – que possibilita reconhecer as melhores práticas e identificar áreas de melhoria”.

Como jurada, antecipa que o maior desafio será garantir uma avaliação objetiva e imparcial das candidaturas, com o apoio da “metodologia criteriosa que a APPM criou para facilitar o processo”. O expectável significativo volume de inscrições também é desafiante, pois “exige tempo, dedicação e carinho para a tomada de decisões justas”. “Como profissionais do setor também nos compete acompanhar tendências e estarmos atualizados sobre as melhores e mais atuais práticas e inovações. É uma enorme responsabilidade ser jurada e exige-nos total empenho na análise das candidaturas apresentadas”, realça.

Enquanto consultora de comunicação, o que pensa Marlene Gaspar sobre os atributos que uma campanha deve ter para ser premiada em Comunicação & RP? Responde que, à semelhança de outras categorias, é fundamental ter uma estratégia e objetivos claros, bem definidos e mensuráveis, sendo que a estratégia e a criatividade devem demonstrar inovação e originalidade e ser simples, fácil de entender.

Acresce que a campanha tem de ter uma mensagem consistente, envolvente e que crie impacto, como uma mudança de comportamento ou clarificação de uma perceção, por exemplo. “Não basta ter uma boa ideia”, nota, afirmando que a criatividade é medida em diferentes etapas – o impacto, a originalidade, a segmentação das comunidades-alvo, o storytelling, o storydoing, a seleção dos canais e até a orçamentação – como conseguir escolher o melhor meio/suporte e amplificação da mensagem.

Valoriza, assim, que a campanha gere impacto social e/ou ambiental, bem como a capacidade de antecipar riscos e torná-los oportunidades. “Além do ROI, debati há pouco com um dos nossos clientes passarmos a ter a inclusão do ROL – o return of learning como um novo kpi a considerar na definição de métricas, por isso acrescento este nesta análise”, especifica.

E que campanha mais marcou a diretora-geral da LLYC? O projeto pela autoestima da Dove. Porque todas as métricas foram superadas, de comunicação e de negócio, porque obteve reconhecimento, porque teve e continua a ter impacto social. Relata que a campanha pretende cuidar da autoestima das adolescentes para garantir a sua confiança, numa resposta ao insight de que 76% das meninas de 13 anos usam filtros para mudar a sua aparência em Portugal. Os conteúdos foram lecionados em 143 escolas, impactou mais de 15.000 estudantes e chegou a mais de 50.000 pessoas, entre os quais os pais. “Como mãe de (pré)adolescentes impactada pelo projeto, assisti à mudança do meu próprio comportamento, a sentir-me melhor preparada e mais atenta no reforço e impacto da autoestima na vida das minhas filhas, empoderando a minha própria”, partilha, concluindo: “Quando a comunicação está alinhada com o propósito o impacto é real.”

 

Quarta-feira, 14 Junho 2023 11:08


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