Avaliando parâmetros como o sentido de presença, a ausência de discriminação e a presença de comportamentos humilhantes, o estudo avalia principalmente o Índice de Inclusão, com base na perceção dos colaboradores. Matérias como a saúde mental, diferença de género, taxas de rotatividade, diversidade, idade e situação familiar foram objeto de estudo.
Na área da saúde mental, o estudo destaca que 41% dos inquiridos revela que estão em stress frequente no trabalho e que apenas 46% concordam que o local de trabalho onde se inserem está aberto a questões de saúde mental. Sobre as diferenças de género, o setor ainda apresenta uma grande disparidade entre os dois géneros, sendo o género masculino melhor remunerado, em média. Apenas em cargos de nível júnior se verifica o oposto.
Quanto à rotatividade, a falta de inclusão e diversidade é apontada como causa de rotatividade entre setores, com 11% de entrevistados a referirem-no. A taxa aumenta para 38% quando os respondentes apresentam algum tipo de deficiência.
No que diz respeito à diversidade, Portugal representa todos os grupos minoritários (género, religião), mas o grupo de pessoas com deficiência continua a não se sentir representado.
A idade e situação familiar são apontados como principais fatores de discriminação no setor, em Portugal, com 35% dos respondentes a afirmarem que a idade pode ser um obstáculo, principalmente nas faixas etárias 18-24 e 65+. A situação familiar é também referida, com “41% daqueles que têm responsabilidades de cuidador a indicarem que acreditam que a situação familiar dificulta a carreira na sua empresa.”
O estudo revela ainda, que, globalmente, não houve avanços ao nível da inclusão, uma vez que o Índice desceu de 64% para 63%, no último ano. A idade, o género e a situação familiar são indicadas como formas de discriminação recorrentes no setor, uma vez que os respondentes inseridos nestas condições sentiram repercussões nas suas carreiras.

