Com 94 % dos inquiridos a fazerem compras através da internet, a facilidade em comparar produtos e o acesso a melhores preços e descontos são apontadas como as principais razões para optar por esta via em detrimento do comércio tradicional, por 60 % e 50 % dos inquiridos, respetivamente, seguidas da maior conveniência (46 %) e maior variedade de produtos (38 %) que esta opção acarreta.
“Apesar de ter sofrido um recuo no período após a pandemia de Covid-19, o comércio eletrónico tem crescido em Portugal, estabelecendo-se como uma via cómoda, fácil e atrativa para os consumidores, à semelhança do que se tem verificado a nível global”, afirma o Managing Director e Partner do BCG em Lisboa, Tiago Kullberg. “A maioria dos portugueses já faz compras online e esta tendência deverá manter-se, sobretudo devido à aposta das marcas nas vendas através das redes sociais, que se alinha com os hábitos e preferências de consumo da população”.
Viagens, roupa e acessórios, e tecnologia são as categorias favoritas dos portugueses no comércio online, contrariamente à decoração e ao mobiliário, aos brinquedos e jogos, e aos bens de luxo, que são as menos privilegiadas pelos inquiridos para compras através da internet.
Além de comprarem mais online, a maioria dos portugueses (54 %), com destaque para os adultos entre os 18 e os 34 anos (73 %), passa, em média, mais de uma hora por dia nas redes sociais, valor que não se alterou face ao ano passado. Destes, 40 % planeia diminuir o seu tempo nas redes, percentagem que se mantém em relação às expectativas manifestadas em 2023 e que não se concretizaram este ano.
De acordo com dados da Datareportal, o YouTube (73 %), o Facebook (58 %) e o Instagram (57 %) são as redes sociais mais utilizadas pelos portugueses, sendo esta última, bem como o LinkedIn (48 %), aquelas que apresentam um maior crescimento, com mais 6 pontos percentuais cada face a 2023.
João Bernardo


