De acordo com o estudo dedicado a avaliar as expectativas de gasto, níveis de stress, utilização de ferramentas digitais e prioridades nesta época festiva, 34 % dos portugueses consideram este período stressante e 40 % afirmam que as compras de Natal são, em particular, uma fonte de stress. No sentido oposto, os consumidores menos pressionados são os neerlandeses.
No que diz respeito aos gastos, uma parte considerável dos participantes portugueses sente dificuldades para proporcionar um período festivo feliz para si e para a sua família. Cerca de 22 % admite não ter recursos financeiros, um valor alinhado com a média europeia. Ainda assim, há sinais positivos, uma vez que 38 % afirma sentir-se capaz de assegurar uma época natalícia com conforto, enquanto 31 % adota uma posição neutra.
Este relatório, que resulta das respostas de cidadãos de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Países Baixos, Itália e Reino Unido, mostra que os países ibéricos são onde mais consumidores recorrem a soluções digitais de planeamento, com apenas cerca de 20 % a afirmar não utilizar qualquer ferramenta.
De acordo com o Partner e líder da indústria de Consumer na Deloitte, muitos portugueses relevam uma pressão com as compras de Natal, o que fica “bem espelhado” nos níveis de stress demonstrados, bastante superiores quando comparados com outros países. João Paulo Domingos acrescenta ainda que é possível perceber uma maior consciência nos hábitos de consumo, já que uma parte significativa afirma que este ano vai optar por reduzir gastos de forma intencional. “Significa isto que os consumidores nacionais querem manter as tradições, mas que o pretendem fazer de forma mais estratégica e sem gastos desnecessários”, conclui.
Simão Raposo

