Que tipo de marcas escolhem os consumidores? A Centromarca responde

A inovação no lançamento de novos produtos e a comunicação fora das lojas são fatores que os consumidores associam mais fortemente às marcas de fabricante (MDF) do que às marcas próprias dos distribuidores (MDD). Quem o revela é um estudo realizado pela Marktest para a Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca.

Que tipo de marcas escolhem os consumidores? A Marktest responde

Os resultados revelam ainda que, em relação à utilização de embalagens amigas do ambiente e da responsabilidade social, os clientes consideram que as MDF e as MDD são semelhantes, tendo 82% e 81%, respetivamente.

“É em temas como a sustentabilidade ambiental e a responsabilidade social, que estão tão na ordem do dia e aos quais as novas gerações estão tão atentas, que os consumidores não percecionam diferenças entre os dois tipos de marcas, pelo que aqui existe seguramente um caminho a explorar”, afirma a diretora-adjunta da área de Estudos Setoriais da Marktest, Patrícia Alves.

Quanto às escolhas no momento da compra, a maioria das pessoas alterna entre os dois tipos de marcas, sendo que essa alternância é mais expressiva nos produtos alimentares, onde 83% variam entre MDF e MDD. No que diz respeito às bebidas não alcoólicas, a fidelização é maior, com 31% dos inquiridos a optarem apenas pelas marcas de fabricante. Já em laticínios ou produtos de higiene para o lar, essas percentagens são, respetivamente, de 25% e 24%.

Quando estas preferências de compra são organizadas por faixas etárias, a que está ente os 65 e os 74 anos tem uma maior preferência de MDF, seguida pela entre os 55 e os 64 anos, nas categorias de produtos alimentares, bebidas não alcoólicas e higiene do lar.

Em relação à divisão regional, é na zona da Grande Lisboa que se verifica essa mesma perceção mais representativa de uma maior exclusividade de produtos MDF, para todas as categorias analisadas, com exceção da categoria de produtos alimentares, onde esse primeiro lugar cabe à região do Interior Norte.

“É natural que o consumidor reaja à crise transferindo o consumo para produtos de menor preço e escolha acabe por recair na compra das marcas dos supermercados”, refere o diretor-geral da Centromarca, Pedro Pimentel. “Ainda assim, o estudo mostra que os portugueses continuam a ver as marcas de fabricante como tendo, mesmo no contexto atual, uma relação qualidade/preço razoavelmente atrativa e maior capacidade de inovar”, acrescenta.

Terça-feira, 18 Julho 2023 12:14


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