Briefing | Que balanço faz da presença da Fresenius Kabi em Portugal?
Glenn Luís | É um balanço muito positivo. A Fresenius Kabi faz 25 anos no mercado português em 2024, sendo que, em 2005, deu um salto qualitativo nessa presença com a aquisição da Labesfal. E digo qualitativo porque a Fresenius passa a ter um dos maiores parques industriais de fabrico de medicamentos em Portugal.
E o que me dá muito orgulho é que, desde então até à data, a empresa continua a investir no País, na sua capacidade produtiva em território português. E este é um dos principais drivers da Fresenius Kabi, isto é, criamos valor em Portugal.
Acredito que esta criação de valor em Portugal, produzindo medicamentos essenciais, valoriza ainda mais o papel da Fresenius Kabi no setor farmacêutico em todo o mundo. Isto porque exportamos muito do que produzimos, em linha com a estratégia farmacêutica para a Europa.
Portanto, há um antes e um depois da aquisição da Labesfal?
Claramente. Em termos de criação de valor no mercado nacional há, claramente, um antes e um depois. Obviamente que a Fresenius é muito mais do que Portugal, tem várias fábricas espalhadas pelo mundo, até porque a sua atividade vai muito além da produção de medicamentos genéricos.
A empresa possui um portefólio muito alargado, em que destacaria a nutrição clínica, um dos nossos drivers de crescimento no grupo, mas também os dispositivos médicos e, mais recentemente, os biossimilares, outros dois motores do futuro da empresa a nível mundial.
Mas, voltando a olhar especificamente para o País, há claramente um antes e um depois da aquisição da Labesfal, sendo importante reforçar que desde 2005 que a empresa continua a investir na sua capacidade produtiva em território nacional.
Nessa estratégia de criação de valor, foi importante manter a operação na zona centro?
Sim, diria que é muito importante manter a ligação ao território. Precisamente porque não se trata apenas de investimento em território português, mas de investimento no interior do País. Foi algo que quebrou barreiras, no sentido em que, normalmente, há a perceção de que só o litoral e os grandes centros urbanos atraem grandes investimentos. E este é um exemplo, entre outros, de como é possível ter na zona centro um parque industrial de fabrico de medicamentos bastante interessante.
Em 2005, a Fresenius Kabi adquire esse parque industrial, por bons motivos. Nessa altura, já fazíamos as coisas bem, já eramos líderes no mercado nacional, pelo que não havia razão para mudar. E porque, efetivamente, temos tido a capacidade, ao longo destes anos, captar recursos humanos altamente qualificados e nos quais temos uma confiança extrema. Não havia, pois, qualquer razão para alterarmos a estratégia de localização dos nossos investimentos.
Como classifica o impacto da empresa na região?
É um impacto bastante relevante. Em Portugal, somos mais de 800 pessoas, das quais mais de 700 trabalham em Santiago de Besteiros. Portanto, é evidente que somos um dos maiores empregadores locais, o que tem, desde logo, impacto na economia local. Mas, vamos muito além da economia local. Somos um dos maiores exportadores de medicamentos do País. Temos essa grandeza, exportamos para todo o mundo, embora o nosso principal cliente esteja localizado no espaço europeu.
A propósito das pessoas, como é que a Fresenius Kabi se posiciona como empregador?
Um dos nossos focos é criar uma empresa que seja um employer of choice, no que respeita à nossa capacidade para recrutar e manter talentos. Ao longo destes 25 anos no País, verificamos que, efetivamente, essa estratégia tem sido fundamental para o nosso sucesso, para construirmos esta história bonita que é a Fresenius Kabi em Portugal. A nossa prioridade é dar as melhores condições aos nossos funcionários, porque, sem eles, não há história de sucesso que se possa publicar. Eles são o motor de crescimento da empresa.
Fátima de Sousa
Esta entrevista pode ser lida na íntegra na edição impressa de março de 2023

