Três tendências de Marketing para 2026

O ano novo está a chegar e o Marketing Manager & Transformation Strategist do FI Group Portugal, Fábio Gomes, dá três tendências-chave para gerar receita que irão marcar o setor do Marketing.

Três tendências de Marketing para 2026

2026 está ao virar da esquina. O Marketing terá de abraçar três tendências-chave para gerar receita de forma mais rápida e previsível.

Vibe coding: Criar sem programar com IA

Vibe coding é a capacidade de criar ativos de marketing (landing pages, protótipos, automações) descrevendo o que se pretende em texto para a Inteligência Artificial (IA) gerar o código. Ou seja, as equipas lançam sites e apps simples sem esperar por programadores, cortando a dependência de desenvolvimento tradicional. O go-to-market fica muito mais rápido e instala-se uma cultura de experimentação: se um CMO pode testar dez ideias em vez de uma, as hipóteses de achar um sucesso disparam. Em 2026, quem dominar estes “copilotos” de código vai iterar campanhas numa velocidade inédita, enquanto a concorrência ainda redige briefings para as equipas de IT.

Marketing como centro de receitas

Chega de métricas de vaidade: likes e impressões não pagam contas. Em 2026, o marketing precisa de deixar de ser visto como centro de custo criativo para se tornar um motor de crescimento financeiro. Isso implica operar o funil com foco em pipeline qualificado e previsível, medindo CAC (custo de aquisição), payback e margem. Nada de celebrar MQL vazios: agora contam oportunidades reais e receita. O CFO não quer ouvir falar de “engagement”, e sim de quanto se investe, quanto se recupera e com que rapidez. O CMO que ignorar esta linguagem de negócio arrisca ver o seu orçamento cortado.

De cold calling a cold meetings

No B2B, a chamada a frio tradicional está a ceder lugar ao cold meeting: a reunião pedida pelo próprio potencial cliente, sinal de interesse genuíno e timing certo. Isto acontece quando o comprador já consumiu conteúdo útil e confia na autoridade da marca ao ponto de querer conversar. O marketing assume um novo papel de pré-venda: atrair e qualificar leads até que peçam tempo com um especialista. A prioridade passa a ser encher a agenda comercial com reuniões de valor, porque cada slot vazio é receita perdida. Em vez de desperdiçar esforços em chamadas intrusivas, investe-se em conteúdo para que o contacto humano ocorra no momento certo, com contexto e vontade real de resolver um problema.

No fim do dia, o marketing que não traz receita não se justifica. A sua empresa vai continuar a contar likes enquanto a concorrência conta euros gerados pela equipa de marketing?

Fábio Gomes, Marketing Manager & Transformation Strategist do FI Group Portugal

Terça-feira, 30 Dezembro 2025 10:46


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