Uma história transformada em joia

Luísa Rosas cresceu nas lojas da marca David Rosas, a ver desenhar alta joalharia e a acompanhar os pais em visitas a fábricas e a feiras. Ainda tentou a arquitetura, mas a herança familiar, de cinco gerações dedicadas a esta arte, foi mais forte. Em 2009, lançava a primeira coleção da marca homónima, que em 2017 ganhava fama quando a atriz Julia Roberts usou uma das suas pulseiras. E em 2024? Basta ler.

Uma história transformada em joia

Tradição, arquitetura e natureza. É a tríade que perfaz Luísa Rosas, marca de joalharia contemporânea, com vasto legado de família e “forte identidade”. Garante a fundadora, com o mesmo nome, que desde o início – em 2009 – a influência da sua herança familiar, aliada à sua formação em arquitetura e à profunda conexão com a natureza, tem sido o alicerce de cada criação. “Esta fusão, entre tradição, inspiração e formação, é a essência vital de cada peça que desenho”, diz. 

A designer nasceu numa família com longa tradição no mundo da joalharia. Um legado de cinco gerações, que encara como uma responsabilidade e um privilégio. “Carrego uma longa tradição familiar – que começou em 1860 com a primeira oficina da família Rosas – de que me orgulho muito. Antecedem-me quatro gerações que fizeram crescer algo muito especial”, comenta. O seu trabalho é também um reflexo dessa herança, que faz parte de quem é e que abraça com um “enorme carinho e sentido de responsabilidade”. 

“Desde muito cedo, vivia o que se passava na David Rosas. Cresci a acompanhar os meus pais a fábricas, feiras e passei muito tempo nas lojas. Aprendi muito desde cedo com a minha mãe, com a sua exigência e know-how”, diz, comentando que é, em muitos aspetos, difícil distinguir entre família e marca.

“Os meus pais adoravam o que faziam e envolviam-nos muito no seu trabalho, nas suas rotinas e até nas suas decisões, o que me deu uma riqueza de conhecimento que me é inestimável e que foi e é essencial para a criação da marca Luísa Rosas”, conta. Hoje, cria peças que carregam uma forte narrativa racional e emocional. Pretende que cada peça conte uma história e se torne parte integrante da vida de quem as usa. 

A primeira coleção, BE, foi lançada em 2009. Desde então, a marca lançou outras coleções, como a TRIBE, SKIN e LUZ, e estabeleceu parcerias “importantes” com entidades, como a House of Filigree e a Fundação de Serralves. À semelhança destas, também a coleção SEA vai buscar inspiração à natureza. “Cada peça é o resultado da minha forma de ver o mar, capturando os seus padrões e o seu movimento único, nascendo como uma expressão intrínseca dessa essência”, explica. É uma coleção que celebra a natureza única e imprevisível do mar e, através das peças, conta como são os seus reflexos, a sua profundidade e a sua singularidade.

A internacionalização é parte essencial da marca. “Queremos que a marca seja do mundo”, afirma a propósito da insígnia que ganhou destaque quando a atriz Julia Roberts usou uma das suas pulseiras. Atualmente, está presente em sete mercados internacionais, que incluem Estados Unidos, Japão, França, Espanha, Alemanha e Áustria. A presença nas principais feiras internacionais faz parte da estratégia de internacionalização, de forma a fortalecer a visibilidade nos mercados globais. A política contínua de expansão passa por reforçar a presença nos mercados onde já está e expandir para novos mercados europeus. “A médio prazo gostaríamos de explorar oportunidades na Ásia”, revela.

Em 2024, vai celebrar os 15 anos e pretende festejar de forma especial, com algumas surpresas. O principal objetivo é continuar um caminho consistente de crescimento, reforçar os laços com os parceiros atuais e abrir novos pontos de venda, especialmente na Europa e nos EUA. O foco permanece na consolidação da presença no mercado internacional, reforçando a posição global. A ambição, essa, é que a marca seja reconhecida como uma referência mundial no segmento, promovendo a excelência de Portugal a nível internacional.

Segunda-feira, 06 Maio 2024 12:40


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