Uma economia precisa de líderes que expliquem o que se passa, o que vai acontecer, e qual o caminho a trilhar. O que foi anunciado ontem foi “apenas” que vão retirar o ar, tanto às famílias como às empresas. Os ventiladores artificiais (acesso a crédito/financiamentos) tinham já desaparecido do mercado. Portanto, por mais excelentes pulmões que queiramos ter, eles não vão funcionar.
A tragédia já não está apenas no empobrecimento das famílias, com a consequente diminuição brutal do consumo privado. Está também nas empresas, com o consequente aumento terrível do desemprego. E está em muitos dos nossos responsáveis não o conseguirem perceber.
Tínhamos já assistido no passado não muito longínquo ao desmantelamento da nossa Indústria e Pescas via UE, e à fragilização da nossa Agricultura, por diretivas erráticas, senão contraditórias por parte da PAC. Agora teremos o culminar com o enfraquecimento brutal da área de serviços.
Resta algo, todavia: a esperança de que alguém volte a estudar as “sebentas” de Introdução à Economia e de Finanças I.
Nós, cidadãos, empresários, profissionais de marketing e media continuaremos com serenidade, bom senso, e não pararemos.
Portugal, esse, é o nosso País e, nunca o esqueçamos, vale a pena ser Português!”
Fonte: Briefing

