O estudo promovido pela Cien e desenvolvido pela Ipsos Apeme “comprova a existência de um preconceito”. A marca avança, assim, com uma ação que quer desafiar as pessoas a refletirem sobre as suas ideias pré-definidas.
Na análise, os entrevistados foram desafiados a identificar as profissões e habilitações literárias de um conjunto de mulheres apresentadas em fotografias, umas particularmente bonitas e outras mulheres comuns.
Com a análise verificou-se que cerca de dois terços dos inquiridos (62%) consideram que as mulheres bonitas não têm profissões intelectualmente exigentes, resultado que se acentua nas respostas masculinas (65%).
Em geral metade da amostra (50%) acha que as mulheres não têm curso superior. Por género, 48% das participantes do sexo feminino assumiu que as mulheres “bonitas” não tinham mais do que um curso técnico e 58% achou que eram todas modelos, hospedeiras ou promotoras. Nos homens, 51% achou que as mulheres “bonitas” tinham um curso técnico ou inferior, enquanto que dois terços acham que as mulheres mais comuns teriam curso superior.
Foi também confirmada a existência de um fosso geracional pois, a maioria dos inquiridos mais velhos respondeu que as mulheres bonitas não terão um curso superior.
O estudo quantitativo foi feito junto de uma amostra bipartida, entre homens e mulheres, com idades entre os 18 e os 55 anos.


