As feiras de negócios em formato presencial foram interrompidas durante dois anos e a procura por soluções digitais foi fulcral para continuar com os eventos no período pandémico. As organizações encontraram formas de se reinventarem que lhes permitiram manter o contacto com os clientes e gerar novas oportunidades de negócio. As feiras setoriais sofreram mudanças drásticas e está agora na altura de incorporar as lições aprendidas num futuro mais produtivo para todos os envolvidos.
A solução moderna para as feiras setoriais passa pela exploração daquilo que a tecnologia tem a oferecer, mantendo todos os benefícios da interação presencial. O conceito de feira híbrida vem preencher a lacuna entre feiras totalmente presenciais, que acabam a partir do momento que se passa pela porta da saída, e feiras virtuais, cuja dinâmica se restringe a um ecrã que limita a experiência sensorial.
Combinando a dimensão física e a digital, os eventos conservam aquilo que me atrevo a dizer que é o mais importante nos relacionamentos comerciais – a proximidade. Nada gera mais leads do que a confiança mútua. Para potenciar o negócio é fundamental que os expositores construam relações sólidas, assentes na dimensão humana das organizações.
A participação em Feiras acarreta vantagens para a experiência do consumidor que ainda não é possível replicar online. Em setores altamente sensoriais como o mobiliário, é imprescindível observar, sentir e interagir com os produtos. Apesar da acelerada evolução tecnológica, não é, ainda, possível, recriar com exatidão a experiência de compra presencial – nenhuma outra abordagem trata de estimular os cinco sentidos dos potenciais clientes. É possível descobrir produtos virtualmente, mas a experiência tátil de se ver e sentir o produto, perde-se.
A insatisfação apontada por diversos estudos e inquéritos relativamente a eventos de negócios integralmente virtuais não remete para um erro nas tecnologias utilizadas, mas sim na ausência da conexão e interação como sempre a conhecemos nestes contextos.
O emprego de ferramentas virtuais em eventos tradicionalmente presenciais culmina numa experiência mais completa, na qual é possível continuar a aumentar o retorno sobre o investimento feito na feira, mesmo após o seu término. Os canais digitais posicionam-se, assim, como recursos fundamentais para as marcas trabalharem na conversão das leads geradas no decorrer da Feira, bem como para incrementarem os touchpoints com os potenciais clientes.
Ao combinar estrategicamente os dois formatos que já conhecemos, temos a receita ideal para as marcas expositoras – especialmente em ambiente B2B – se envolverem nas feiras setoriais da forma mais produtiva possível.
Joaquim Carneiro, presidente da APIMA

