Mas já lá vamos. Este é um projeto de amigos. Quatro, mais propriamente. João Gama, Filipe Sarmento, Francisco Tavares e Francisco Pereira. Nenhum tinha experiência em restauração: o João e o Filipe são de Direito e os Franciscos de Gestão, com o segundo destes a dedicar-se à música – é que é mais conhecido como Kasha, da banda D.A.M.A.
Em comum têm a amizade e o gosto pelas viagens, com muitas paragens gastronómicas. E foi essa experiência que os levou a querer abrir um espaço “fora da caixa”. A ideia original de um espaço só com tapiocas e açaís cresceu para um conceito mais abrangente, em que a proposta é uma cozinha de países atravessados pelos trópicos. Daí o nome. Já o Cais é de Cais do Sodré, claro.
O espaço, que convive paredes meias com outras cozinhas do mundo, é relativamente pequeno e a decoração simples, mas sem deixar dúvidas de que ali há influências tropicas. O verde da folhagem predomina, emoldurando um balcão onde há lugar para dez pessoas e duas mesas altas junto à janela, onde cabem mais umas quantas. No exterior, uma esplanada convida a desfrutar de uma refeição ou apenas de um cocktail quando a temperatura permite.

De dia ou de noite. Porque este é um conceito ambivalente, pensado para servir refeições, mas também para ser ponto de passagem ou paragem de um convívio mais noturno. As luzes ajudam a concretizar a mudança.

Entremos, então, na carta. Pedro Hazak é o chefe de serviço, que traz para o Trópico a experiência cozinhada no Bairro do Avillez, n’O Asiático, no Mami Organic Food e no Zazah. São, pois, dele as propostas que provamos num dos bancos ao balcão, com um olho na cozinha e outro na esplanada. Entre quentes e frios, são todas partilháveis. Aqui ficam alguns exemplos só para abrir o apetite: Tártaro de novilho, Ceviche Misto (peixe branco, camarão, leite de tigre com leite de coco), Filé com queijo (sanduíche com pão francês, lombo de vaca e pasta de queijo), e Nasi Goreng (arroz frito, legumes asiáticos, frango e ovo).

Tudo rematado por Brownie de paçoca com bola de gelado de amendoim.

Mas há mais. Alguns pratos já são mesmo clássicos, pelo que se vão mantendo: o restaurante abriu em 2017 e os clientes já têm preferências como o Tataki de atum com puré de abacate, as Gyozas, o Tártaro de salmão e o Yakisoba de camarão. Pokés, açaís e sumos naturais complementam a carta.

Para quem gosta de experimentar sabores e texturas novas, este Trópico do Cais proporciona uma boa viagem gastronómica. Na Briefing, #provamoseaprovamos.



