No evento de apresentação, que decorreu no restaurante Carvoaria, no Príncipe Real, o Chef explicou que o que a motivação para criar esta iniciativa foi a preocupação que tem ao ver que os estabelecimentos tradicionais estão a ser substituídos por cozinhas internacionais.
Nesse seguimento surge o Degusta Lisboa, um guia que indica onde estão os estabelecimentos com produtos locais e que valorizam a economia circular, a sustentabilidade e a defesa do ambiente. Na sua perspetiva, o que o diferencia é o facto de valorizar os negócios com matriz portuguesa, algo que não acontece com os outros que já existem.
Os destinatários deste projeto são: as tascas, “guardiões de gastronomia da cidade mais antiga e democrática”; as cervejarias, onde se encontra “o melhor marisco”; os clássicos, que são os restaurantes que se mantêm ano após ano “de forma consistente”; os bifes de Lisboa; as pastelarias e padarias com fabrico artesanal; e os mercados e feiras.
A seleção dos estabelecimentos que constam no guia é feita através de dois critérios. O primeiro é que estes devem fazem parte das escolhas de, pelo menos, três dos 13 curadores. O segundo é o facto de estes locais devem ser referenciados pelos curadores, mas, caso não cumprirem o primeiro requisito serão visitados por um a dois membros da curadoria.
Este projeto tem como objetivo ser um guia “vivo e em permanente evolução e atualização”. Atualmente disponível apenas em formato digital, é esperado que no segundo ano seja publicada uma versão anual em papel, para distribuição nos Postos de Turismo de Lisboa, a ser encartada num órgão de comunicação social especializado e uma aplicação para os meios digitais.
Simão Raposo

