A sessão de abertura contou com a presença dos cofundadores do evento Rishaad Sacoor e Pedro Afonso, que adiantaram que a sua origem remonta há sete anos, fundada no desejo de criar uma plataforma para levar as pessoas a placo para debaterem o papel da influência. Revelaram ainda que os objetivos do ICON são promover o ensino, a partilha e acrescentar valor. Já no que diz respeito à escolha de Lisboa, esta deveu-se ao facto de ser “icónica”. O presidente do município, Carlos Moedas, partilhou a sua convicção de que os influenciadores atuais devem ter a preocupação de construir um futuro melhor de forma a tornarem-se ícones. Já a apresentadora Cristina Ferreira destacou a “incrível” diversidade de pessoas em palco que, com as suas perspetivas e histórias “únicas”, podem mostrar que a “influência dá muito trabalho”.
Seguiu-se a apresentação de Mark Ritson, que teve como objetivo desmistificar algumas das ideias mais partilhadas em conferências sobre Marketing. De acordo com o professor, é “muito raro” a comunicação de uma marca crescer de forma orgânica e, por isso, se esse for o objetivo é necessário fazer um investimento monetário. O orador observou que, quando os marketeers não têm experiência na área, baseiam a sua estratégia nos canais de comunicação que vão utilizar, algo que, na sua opinião, é errado. Na sua perspetiva, o alvo, posicionamento e objetivos devem ser definidos em primeiro lugar, sendo que “a estratégia deve estar sempre antes da tática”.
Houve ainda oportunidade de contrariar a ideia generalizada de que a televisão é um meio com pouca importância, tendo apresentado dados que mostram que a maioria das pessoas tem acesso a filmes publicitários através dela. Outra das ideias desconstruídas foi a importância dada ao propósito das marcas que, na verdade, não é algo tão importante como os responsáveis das insígnias possam pensar, porque “a maioria das pessoas não quer saber disso”. A divisão das estratégias por gerações foi também abordada: o consultor britânico considera que esta separação “não faz sentido”, devido ao facto de as pessoas partilharem características, independentemente das idades que têm e que elas não têm de ser comuns a todos os membros desses grupos. Por fim, deixou a sugestão para que as insígnias mantenham as mesmas campanhas durante longos períodos de tempo, porque – diz – está provado que isto gera melhor resultados do que estar constantemente a mudar de tática de comunicação.
Simão Raposo




