Marca Rio 2016: Gostosa demais! (com vídeo)

Marca Rio 2016: Gostosa demais ! (com vídeo)

O Brasil é um país grande em tudo. E não é só na economia pujante e emergente. É um país de grandes desafios e de grandes publicitários também, porque não reconhecê-lo. Prova disso são a organização dos Jogos Olímpicos de 2016 e o novo logótipo “Rio 2016”, imagem que simboliza o maior evento desportivo da história do Brasil.

Revelada na noite do réveillon de 2011 diante de uma multidão de dois milhões de pessoas reunidas na praia de Copacabana, a marca oficial da olimpíada do Rio de Janeiro foi apresentada pelo presidente do Comité Olímpico Internacional com enorme expectativa.

Entre 139 propostas de agências de publicidade, todas brasileiras, e num processo de selecção que durou nove meses, a marca escolhida foi a da agência carioca Tátil e traduz bem o espírito olímpico, a cidade do Rio de Janeiro, sua natureza, sentimentos e aspirações.

Sensorial e humanizada – sentimento transmitido pelo lettering manuscrito e pelastrês pessoas de mãos dadas – é possível ver também nesta marca que parece flutuar a hospitalidade do povo brasileiro, o Pão de Açúcar e as montanhas envolventes de Copacabana.

Para os especialistas em publicidade, aconselha-se a ver o making of da criação da marca, onde o conceito e as várias fases por que esta passou são bem elucidativos. Uma lição de branding, dada pelos próprios criadores de uma marca que vai ser uma das mais reconhecidas no mundo e vai ser vista por milhões e milhões de pessoas no planeta.

Tudo isto “apimentado” por uma polémica que surgiu logo dias depois da apresentação oficial da marca, envolvendo-a numa contestação por plágio.

Os internautas denunciaram o suposto plágio com uma marca já existente: Telluride Foundation, uma ONG dos EUA, inspirada no famoso quadro “A Dança” de Matisse. Logótipo este que, por sua vez, dizem terá inspirado já o do Carnaval de Salvador em 2004. Os criadores da marca “Rio 2016” defendem-se dizendo que desconheciam estas marcas e que “pessoas se abraçando é uma referência ancestral, que existe na arte rupestre, na arte indígena, espalhada em diferentes expressões artísticas”.

Que seria de uma boa marca sem uma boa polémica?

Fonte: Briefing

Quinta-feira, 23 Agosto 2012 09:29


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