Num contexto de transformação acelerada pela inteligência artificial, o estudo analisa de que forma as organizações podem explorar o potencial das tecnologias digitais e avançadas, destacando a importância de estratégias de médio e longo prazo para garantir competitividade global.
Segundo o relatório, entramos numa nova fase em que as empresas privilegiam sistemas capazes de aprender, adaptar-se e agir de forma autónoma, sem perder o alinhamento com objetivos humanos e sociais. Entre as principais tendências identificadas, está a “Human-Orchestrated Autonomy”, que aponta para uma autonomia tecnológica mais transparente e orientada por propósito; e a “Embodied Agency and Emotion”, que antecipa a integração de sistemas emocionalmente responsivos na infraestrutura social.
A segurança também ganha um novo papel com “Intelligence We Trust”, uma abordagem em que a cibersegurança evolui para uma camada inteligente e adaptativa, capaz de acompanhar sistemas cada vez mais autónomos. Já a “Informed Infrastructure”, destaca a transformação da infraestrutura tecnológica numa base ativa de inovação, enquanto o “Sovereign Silicon Ecosystem” sublinha a importância estratégica dos semicondutores para a soberania tecnológica e a resiliência nacional.
Por fim, a tendência “From Illusionary Efficiency to Sufficiency” propõe uma mudança de paradigma, defendendo que o crescimento deve ir além da eficiência operacional, apostando numa utilização responsável da tecnologia dentro dos limites do planeta.
“A ascensão da inteligência em massa convida-nos a trocar a aceleração por aquilo que realmente importa”, afirma o Managing Director da NTT DATA Alemanha, Oliver Koeth. “Quando sistemas emocionalmente conscientes, computação soberana e infraestrutura fiável se integram, a tecnologia evolui para uma aliada com propósito – ampliando a resiliência e reforçando os valores que definirão o nosso futuro coletivo”, acrescenta.
Carolina Neves

