De acordo com os dados divulgados, os consumidores continuam a dar preferência às compras online pela “autonomia e conforto” que este canal oferece. Em Portugal, foi registado um crescimento de 2,1 %, em 2024, face ao ano anterior, o que eleva para cerca de 5,27 milhões o número de pessoas que compraram pela internet. Já em Espanha, a evolução foi mais expressiva, sendo que o total de e-buyers aumentou 6 % em 2024, atingindo aproximadamente 27,8 milhões. Neste país, o valor médio anual gasto em compras online continua a ser superior ao dos portugueses, contudo o gasto médio do comprador nacional cresce a um ritmo mais rápido.
No que diz respeito às categorias que mais cresceram, em Portugal destacam-se os Utensílios para o Lar, apesar de todas terem tido um aumento. Em Espanha, a que mais cresceu foram os “Produtos Alimentares em Lojas/ Sites de Supermercados”
Relativamente à sustentabilidade, o relatório mostra que mais de metade dos e-buyers ibéricos estaria disposto a receber as suas encomendas alguns dias mais tarde se isso contribuísse para reduzir o impacto ambiental das entregas. Em Portugal. Por seu turno, para os vendedores o canal online é considerado complementar ao canal físico, estando a ser utilizado como instrumento estratégico para atingir três objetivos, nomeadamente: alargar mercados, responder aos clientes e aumentar a competitividade.
O relatório sublinha ainda que um fatores que a Geração Z está a mudar o mercado porque se mostra mais aberta a novas soluções, desde práticas mais sustentáveis a modelos de compra emergentes. Entre os exemplos estão o mercado de segunda mão, as entregas rápidas e a adoção de pontos de entrega alternativos.
Simão Raposo

