Tendências que vão marcar 2026 no setor dos eventos corporativos

“2026 será o ano em que os processos se tornam mais inteligentes”. O CEO da VenuesIn, Rodrigo Nené, reflete sobre o futuro dos eventos corporativos, que será marcado pela integração da inteligência artificial, pelo foco no bem-estar, pelo impacto social e por uma sustentabilidade cada vez mais prática.

Tendências que vão marcar 2026 no setor dos eventos corporativos

Com o novo ano, o setor dos eventos corporativos entra numa fase de maturidade e transformação. Depois de um período marcado por adaptações tecnológicas, pela procura de experiências diferenciadoras e por uma sensibilidade crescente aos temas da sustentabilidade, as marcas estão agora a consolidar uma visão de longo prazo, através de eventos que criam impacto real nas pessoas, nas organizações e na sociedade.

Na VenuesIn, e por sermos uma plataforma líder de venue finding para marcas e empresas, observamos comportamentos de pesquisa, critérios de seleção e padrões de resolução que antecipam o que será o próximo ciclo do mercado. E 2026 traz quatro grandes eixos que, acreditamos, irão definir a próxima geração de eventos: Inteligência Artificial (IA), fitness & well-being, impacto social corporativo e ecologia e modelos second life.

1. Inteligência Artificial: Da eficiência à personalização profunda

Se 2024 e 2025 foram anos de adoção, 2026 será o ano de integração total. A IA deixará de ser vista como ferramenta auxiliar, para ser motor central na planificação e otimização de eventos. Do lado das marcas, a pesquisa automatizada é cada vez mais inteligente, com uma expectativa clara de respostas imediatas, filtradas e personalizadas. As empresas pretendem que a seleção de venues seja tão intuitiva quanto conversar com um assistente digital, valorizam soluções que permitam um matchmaking mais preciso entre necessidades específicas e espaços disponíveis, com a redução das horas de pesquisa e o aumento da taxa de acerto. E começa a ganhar força a previsão de impacto, através de ferramentas que estimam custos ou a pegada carbónica, o que torna o processo mais informado e estratégico. 

2. Fitness & Well-being: eventos que cuidam das pessoas

As empresas perceberam que não basta reunir equipas, é preciso criar ambientes que promovam energia, foco e bem-estar. Para 2026, vemos uma clara consolidação do bem-estar como elemento estrutural dos eventos. A decisão recai sobre espaços com zonas exteriores, luz natural e áreas pensadas para pausas conscientes, bem como venues que ofereçam atividades relacionadas com saúde física e mental, como aulas rápidas, caminhadas ou sessões de mindfulness. Há igualmente uma atenção crescente aos menus nutricionalmente equilibrados e a layouts que reduzam o cansaço cognitivo, com rotinas de mobilidade e hidratação incorporadas. Os eventos corporativos passam, assim, a ter uma função, não apenas profissional, mas também regeneradora.

3. Empresas com impacto: Eventos como motor de transformação social

A responsabilidade empresarial está a reconfigurar o setor de forma profunda. As marcas querem deixar um legado, e isso está a transformar os critérios de escolha dos espaços. Observamos uma preferência crescente por eventos com projetos sociais associados, sejam iniciativas de inclusão laboral, como apoio direto a comunidades locais, e um interesse reforçado por fornecedores com certificações éticas e políticas claras de diversidade. As empresas desejam integrar experiências de impacto direto nos seus programas, como momentos de voluntariado. Paralelamente, valorizam a transparência, sem esquecer mecanismos que meçam os efeitos do investimento. Os eventos são hoje plataformas de reputação, e 2026 reforçará esta dinâmica.

4. Ecologia e “Second Life”: A sustentabilidade passa à ação

O setor entra num novo estágio de sustentabilidade, o da prática concreta. As marcas já não querem apenas espaços que afirmam ser sustentáveis; exortam à apresentação de garantias que lhes permitam reduzir desperdício, prolongar a vida útil dos materiais e adotar modelos circulares. Em simultâneo, cresce a rejeição de soluções descartáveis, substituídas por alternativas modulares e reutilizáveis. A exigência de relatórios ambientais está igualmente a aumentar, assim como a procura por eventos criativos, minimalistas e modulares, que aliem estética e responsabilidade ambiental. 

Em suma, 2026 será o ano em que os processos se tornam mais inteligentes, as pessoas passam a estar verdadeiramente no centro das decisões, as empresas assumem o impacto social como pilar estratégico e a sustentabilidade deixa de ser promessa, para ser prática diária. As marcas exigem mais clareza, mais personalização e mais impacto — e isso obriga a que eventos, fornecedores e plataformas evoluam em conjunto. 

Rodrigo Nené, CEO da VenuesIn

Segunda-feira, 29 Dezembro 2025 10:06


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