Uma marca é muito mais do que um logo, claim ou bons produtos/serviços. É, acima de tudo, o somatório de uma identidade, reputação e perceção do mercado! A chave é ter um objetivo claro, um propósito que oriente tudo o que faz. É a base do negócio e o ativo mais valioso a par dos seus principais embaixadores: o capital humano/colaboradores.
Neste contexto, o que significa ser uma Superbrand? É ter credibilidade e um forte impacto no mercado, logo, é um selo que confere prestígio.
Esta distinção reforça a ideia de que a marca é confiável, reconhecida pelos seus pares e por especialistas do mercado, o que aumenta a perceção de qualidade em relação aos seus serviços. Destaca-se entre a concorrência, com uma identidade e posicionamento reforçados, e capacidade de gerar “valor emocional” junto dos stakeholders – um intangível muito relevante para operar em vários mercados. (Significa que o consumidor/cliente está disposto a pagar mais quando confia e sabe que vai ter qualidade). Ou seja, uma Superbrand tende a atrair consumidores mais fiéis.
Em matéria de marketing, este selo ajuda a alavancar campanhas, agregando prestígio e autoridade à comunicação, com um posicionamento premium.
Importa ainda olhar para a questão das crises a que qualquer organização está sujeita; marcas fortes tendem a resistir melhor a crises económicas ou mudanças de mercado devido à confiança e lealdade que construíram ao longo do tempo.
E como se chega até aqui? Como diz Warren Buffet “são necessários 20 anos para construir uma boa reputação…”. Ou seja, para alcançar a distinção de Superbrand a marca passa por um processo rigoroso de avaliação que mede diversos aspetos da sua performance (inovação, transparência, responsabilidade social e ética nos negócios, entre outros), reconhecimento e relevância no mercado.
A componente da visibilidade que a marca constrói (via media tradicionais, redes sociais e outras plataformas) bem como a aposta em novas tecnologias são também fundamentais; o nome da marca deve ser facilmente reconhecido pelos stakeholders, o que reflete o nível de exposição e a eficácia das suas estratégias de branding.
Ou seja, esta distinção é concedida com base numa visão holística do impacto que a marca tem na vida dos consumidores e na indústria em que opera.
Manter e expandir a distinção de Superbrand requer, pois, uma abordagem estratégica contínua, alinhada com as expectativas dos consumidores e do mercado. A conquista do título é apenas o começo. A sua manutenção exige um compromisso de longo prazo com a excelência. Para o conseguir, a marca deverá apostar na inovação contínua nos seus serviços, saber responder às tendências do mercado, fortalecer o seu branding – ajustando a sua identidade e mantendo-a relevante (mensagem, logotipo, tom de voz e valores) – e ser consistente e clara no seu posicionamento.
Marcas bem-sucedidas investem na criação de comunidades em torno dos seus valores e produtos/serviços, por forma a promover o engagement do seu público-alvo.
E, num universo cada vez mais competitivo, o branding pode fazer toda a diferença; ser apenas mais uma marca ou estar no top of mind.
Em suma, as marcas vendem valores e histórias que fazem parte do seu ADN.
Carla Guedes, responsável do departamento de Comunicação e Imagem da ISQ

