Num dia qualquer, uma conversa num dos nossos escritórios em Portugal pode alternar entre português, inglês ou uma das mais de quase 40 línguas diferentes faladas por colegas das 120 nacionalidades que representam.
E porque começo por aqui? Porque esta diversidade é o resultado de escolhas que fazemos deliberadamente. E é exatamente aí que começa, para nós, a sustentabilidade e a responsabilidade social: não só na maneira como reduzimos, por exemplo, a nossa pegada ambiental, mas na forma como fazemos crescer e incluímos as pessoas dentro da nossa organização e como colocamos as nossas competências ao serviço da sociedade.
Esta convicção reflete-se no que medimos e em como agimos. Ao facilitar o acompanhamento do progresso e ao celebrar quem dá o passo à frente, mais do que duplicámos as horas de voluntariado e conquistámos o Selo da Diversidade para Impacto na Comunidade da APPDI. A nossa festa de verão, que junta mais de 10.000 colaboradores e famílias, compensou dezenas de toneladas de CO₂ dois anos consecutivos. Nada disto acontece por acaso: assenta em equipas dedicadas e numa rede de mais de 40 ONGs parceiras.
Ser sustentável é também responder a necessidades concretas. A iniciativa Conhecer+, com a ENTRAJUDA, levou-nos a 1514 instituições sociais e de apoio animal: em 39 dias, 1605 horas de voluntariado, 52 mil euros de investimento social e impacto numa rede que apoia quase 440 mil pessoas.
Há uma dimensão que importa tanto como qualquer métrica: o que isto torna possível para as pessoas. Os colaboradores são encorajados a falar das suas conquistas e a valorizar as dos outros. Os líderes aprendem, em workshops à medida, a serem mais conscientes e emocionalmente inteligentes com as suas equipas. O nosso trabalho pro bono apoia organizações que não teriam acesso a estas competências, amplificando-as.
A sustentabilidade tornou-se também um critério de escolha de parceiros de negócio. Os nossos clientes pedem impacto mensurável, não apenas narrativas e por isso temos profissionalizado a prática através de parcerias com organizações como a Grace e o BCSD, de onde bebemos conhecimento e experiência e também partilhamos a nossa, a serviço de outras empresas e instituições.
O caminho continua a ter tensões reais: pressão sobre recursos, escrutínio das agendas de inclusão, fazer mais com menos. Mas é nestes momentos que a sustentabilidade deixa de ser opcional e passa a ser um verdadeiro fator de diferenciação. Porque construir confiança não é o trabalho de um departamento. É uma responsabilidade que partilhamos todos, de dentro para fora da TP. É com este compromisso diário que queremos continuar a crescer e contribuir para um futuro mais sustentável.
Ana Sanches, vice-presidente executiva de Recursos Humanos, responsável pelas áreas de Desenvolvimento Organizacional e ESG da TP em Portugal

