Entrámos no Lisbon Club 55 e #ProvamosEAprovamos

Quem está defronte ao hotel Verride Palácio de Santa Catarina encontra à sua esquerda uma travessa, da Portuguesa, íngreme, ou não se estivesse no Bairro Alto. Mas, bastam alguns degraus para se entrar no 55 e é aí que vive, desde novembro, o Lisbon Club, que leva o mesmo número da porta.

Entrámos no Lisbon Club 55 e #ProvamosEAprovamos

Fica paredes meias com o hotel onde nasceu. E nasceu precisamente porque no Verride não existia propriamente um bar dedicado aos hóspedes. Colmatada esta lacuna, o propósito é abrir o espaço à cidade, com uma carta de cocktails exclusivos e um menu gastronómico em que a portugalidade de alguns pratos fala alto.

Mas, entremos. As boas vindas são dadas, visualmente falando, pela parede de bebidas iluminadas que acompanha o balcão. Mas, a partir daí, o ambiente é mais discreto, com cortinadas em tons de azul e dourado, sofás em veludo, mesas em madeira escura, uma combinação “quente” que contrasta com a pedra que emoldura as paredes e que faz um jogo com os painéis de madeira do soalho. Há que olhar para cima também: para a rosácea em pedra que encima uma das paredes e para os tetos altos, originais do palácio do século XVIII que alberga o hotel.

Champanhe e caviar é o foco deste Lisbon Club, mas o objetivo não é que seja um bar de nicho, pelo que as propostas gastronómicas são mais abrangentes. Têm assinatura de Fábio Alves, chefe executivo do Suba, o restaurante do hotel. É ele que explica que concebeu um menu em dois tempos, o primeiro mais de partilha, com caviar, ostras e tártaro, que fazem pairing com champanhe, e o segundo mais de conforto, com risotto, bife à portuguesa, ou milhos de sapateira com gamba da costa. Deste modo, quem quiser apenas petiscar pode fazê-lo, mas quem pretender uma refeição mais completa também pode demorar-se na carta e no bar. “A base da cozinha é a do Suba porque é a minha identidade. O grau de exigência mantém-se”, afirma o chef.

Qualquer dos pratos pode ser acompanhado por cocktails. Ricardo Vieira criou cinco, um deles sem álcool, do picante ao herbal, de acordo com a intensidade da comida. Para os mais aventureiros no sabor, uma Smoky Japaleño Margarita, com mezcal, sumo de lima, jalapeños, cointreau e sal fumado, é o mix ideal. Já quem prefira um registo mais suave, fica bem com o Venezia, que combina vodka, licor strega, lima e manjericão.

Não resistimos e provámos dois. Além do Venezia, o Flower Sour – pisco, St. Germain, lima, clara de ovo e flor de sabugueiro. Uma boa escolha para acompanhar a degustação de alguns dos pratos da carta, a confirmar que, de facto, os cocktails podem estar presentes ao longo de toda a refeição.

Uma experiência que pode ser vivida de terça a sábado, das 12.30 às 24. E que se pode prolongar passando as cortinas de veludo que “encerram” o bar, mas que se abrem para a galeria Criatura, um espaço de exposições que se estreou com trabalhos de Julian Lennon, filho do Beatle John Lennon.

Fátima de Sousa

 

Sexta-feira, 22 Dezembro 2023 12:39


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