Terça-feira, 12 Abril 2016 11:11
O tempo da verdade. Essa verdade.
Um aspecto curioso da história recente, tão próxima que ainda se chama presente, é a ideia de um certo regresso ao passado, no sentido da valorização da verdade. A pública e a privada.

O consumidor tem hoje acesso a mais informação do que alguma vez teve e a Internet tornou-se o meio mais eficaz e mais influente através do qual procura informação e faz comparações de produtos/serviços. Actualmente a internet conta com 130.000.000 websites, 70% dos consumidores procura informação na internet antes de comprar um produto ou serviço, adultos gastam 15 ou mais horas na internet por semana e 30% das compras online ocorre fora do horário normal da loja.
Peter Drucker estava correto quando disse “o propósito de um negócio é criar e manter um cliente”. Este é o objetivo de qualquer negócio: atrair e manter clientes. Este princípio subsiste no digital.
Com o objectivo de crescer exponencialmente o número de utilizadores, as técnicas de growth hacking têm sido utilizadas pelas maiores empresas do mundo, enquanto ainda eram startups.
Num destes dias o pasquim eletrónico da Workmedia voltou a referir-se à LPM para noticiar a saída de dois diretores do grupo (e não da consultora LPM, propriamente dita). Na vida empresarial são tão comuns as saídas e as entradas (de clientes, de contratos, de colaboradores, de fornecedores) que as situações invocadas não me merecem nenhum especial comentário – a não ser o de que o tempo provará que a Workmedia, na ânsia de colidir com a LPM, continua a acolher fontes mal informadas ou mal intencionadas.
A mudança de ano para muitos publicitários acontece em junho, devido ao Festival de Cannes. É quando as tendências são conhecidas, é quando se distingue o que de melhor foi produzido no ano anterior. Assim, acredito que em 2016 vamos continuar a ver marcas que se destacam por fazer a diferença na vida das pessoas.
Há dois anos escrevi que o Pai Natal ia começar a viajar mais pelo telemóvel, numa alusão a um momento de viragem importante do mercado: os smartphones começavam a ultrapassar os telemóveis convencionais, ofereciam um display cada vez maior e os hábitos de consumo do mobile eram visivelmente crescentes com a explosão das apps. Hoje, podemos afirmar que são já muito poucos os consumidores que não têm um smartphone no bolso, de qualquer marca ou gama.
Tenho conhecido muitos millennials ao longo do tempo e posso afirmar, mesmo sem qualquer informação para além da observação empírica e da minha memória, que sou mais millennial do que a maioria deles.