Terça-feira, 06 Outubro 2015 10:46
O pobre, o rico e a audaz
Num único slide, uma única ideia: chamaram-lhe “the social media phenomenom”, antecipando, há sete anos, na primeira edição do Verge em Lisboa, toda uma revolução de hábitos que se haveria de seguir.


Diz-se com frequência que as crianças são o melhor do mundo. Talvez seja mais objetivo dizer que as crianças mudaram o mundo, pois a evolução do seu papel e importância na so¬ciedade ao longo das últimas décadas implicou uma mudança de paradigma que obriga as pessoas, as empresas, a sociedade e o próprio mundo a alterar o seu mindset para esta nova realidade.
Não faltam ganchos por onde começar. Gancho, esse termo tão pouco jornalístico mas que tanto sentido faz num sector que depende exactamente disso – de ganchos – para sobreviver.
Criar canais de comunicação com os clientes de forma a garantir elevados níveis de satisfação e fidelização é, cada vez mais, um desafio enorme para qualquer marca ou organização. Se por um lado, nos últimos anos, a crescente digitalização de processos e a diversificação de canais de comunicação disponíveis facilitaram muito a tarefa de aproximação e comunicação da marca com o cliente, a verdade é que a existência de mais canais cria novos e mais complicados desafios no que diz respeito à relação do cliente com as marcas concorrentes.
Numa altura em que estamos mais ali, do que aqui – sendo o ali a praia, o jardim ou qualquer outro local de aprazível descanso e abstracção, a ideia de concertos ao fim do dia parece-me sempre uma boa ideia.
Em março, o Talkfest (fórum sobre o futuro dos festivais de música em Portugal) teve a sua 4ª edição e a conferência dedicada ao escrutínio das marcas e da sua ligação ao público encheu-se…de promotores de diversos festivais portugueses que irão ocorrer ao longo do ano de 2015.
Simplicidade. Esta é a palavra que vai marcar, aqui em diante, as conversas sobre o festival de Cannes 2015. É nisso que acredita Frederico Roberto, o associate creative director da londrina VML, demonstrando, para o Briefing, como todos os Grand Prix têm na origem ideias “terrivelmente simples” executadas com “grande mestria”.
De acordo com dados recentes da Google, cerca de 80% das pessoas pesquisam um produto antes de o comprar. Já o último estudo da Meaningful Brands conclui que se 74% das marcas desaparecesse, as pessoas não sentiriam a sua falta. Moral da história: as marcas estarem presentes na vida dos seus consumidores sempre foi relevante, mas hoje, mais do que nunca, estar presente e online é crítico para sobreviver.
Comprar está-nos no sangue e as marcas tudo têm feito para que pensemos exactamente assim, que comprar faz parte de nós, que comprar é bom. Até pode ser. Especialmente se, ao comprarmos, estivermos a fazer crescer projectos nacionais e a emagrecer as contas multi-milionárias de uma certa indústria do fast-fashion.