Segunda-feira, 23 Novembro 2015 11:13
A realidade virtual a aproximar-nos da nossa própria realidade
Nas últimas semanas, a tecnologia de Realidade Virtual (VR) e os vídeos 360 tiveram, finalmente, um grande impacto no mundo tecnológico das grandes marcas. A Apple e os U2 lançaram o aplicativo Vrse durante a tour da banda irlandesa, que também inclui várias outras experiências como filmes e documentários; o facebook agora incorpora 360 vídeos que funcionam perfeitamente com ou sem uma ferramenta extra (ao estilo de Oculus Rift ou Google Cardeboard por exemplo) utilizando o giroscópio dos smartphones.


Há já alguns anos que o retalho tradicional despertou para o e-commerce e,entre os grandes retalhistas, dezenas já vendem uma fatia relevante dos seus produtos on-line. A surpresa desta semana está relacionada com o facto da Amazon – supra sumo do e-commerce – fazer o caminho inverso e saltar do mundo virtual e tornar-se tão real como as centenárias redes de lojas tradicionais. Por que é que a Amazon deu este passo? Por que é que Jeff Bezos terá decidido provar um pouco da dureza dos tijolos e cimento?
Parem as rotativas. Não podemos publicar. E publicaram uma página em branco.
Tendo passado os últimos três anos a falar com muitos decisores de marketing sobre como utilizar o Digital para os ajudar a aumentar as suas vendas em lojas físicas, para além do muito que aprendi fui construindo uma lista daquelas que considero as principais “mentiras do Digital”.
Num único slide, uma única ideia: chamaram-lhe “the social media phenomenom”, antecipando, há sete anos, na primeira edição do Verge em Lisboa, toda uma revolução de hábitos que se haveria de seguir.
Diz-se com frequência que as crianças são o melhor do mundo. Talvez seja mais objetivo dizer que as crianças mudaram o mundo, pois a evolução do seu papel e importância na so¬ciedade ao longo das últimas décadas implicou uma mudança de paradigma que obriga as pessoas, as empresas, a sociedade e o próprio mundo a alterar o seu mindset para esta nova realidade.
Não faltam ganchos por onde começar. Gancho, esse termo tão pouco jornalístico mas que tanto sentido faz num sector que depende exactamente disso – de ganchos – para sobreviver.
Criar canais de comunicação com os clientes de forma a garantir elevados níveis de satisfação e fidelização é, cada vez mais, um desafio enorme para qualquer marca ou organização. Se por um lado, nos últimos anos, a crescente digitalização de processos e a diversificação de canais de comunicação disponíveis facilitaram muito a tarefa de aproximação e comunicação da marca com o cliente, a verdade é que a existência de mais canais cria novos e mais complicados desafios no que diz respeito à relação do cliente com as marcas concorrentes.