A nossa transformação digital não começou ontem. Antes de se falar tanto em IA, já investíamos em automação, digitalização de processos e integração de sistemas. Essa base foi essencial. Criou rotinas, dados e uma cultura de melhoria contínua que nos permite adotar novas tecnologias com método e com resultados.
Nos últimos anos, acelerámos. Hoje temos dezenas de projetos a aplicar IA, Machine Learning, robótica e visão artificial em áreas críticas do negócio. Não se trata de “moda” tecnológica. Trata-se de fazer escolhas concretas para melhorar processos industriais, reduzir custos, aumentar produtividade e reforçar o compromisso ambiental.
Um exemplo simples: modelos de Machine Learning ajudam equipas operacionais a tomar melhores decisões no dia a dia. Ao apoiar escolhas que influenciam o consumo de fibra, químicos e energia, conseguimos processos mais estáveis, mais eficientes e com menos desperdício. Em termos práticos, a IA ajuda-nos a fazer mais com menos.
Outro ponto que considero decisivo é a inovação colaborativa. Não inovamos sozinhos. Trabalhamos com universidades, startups e parceiros tecnológicos para criar ambientes de teste e experimentação. Esta forma de trabalhar permite acelerar soluções digitais e abrir espaço para projetos que podem ser úteis não só à Navigator, mas também a PME e startups ligadas ao setor.
O que vem a seguir também é claro. Em 2026, vamos avançar com a implementação de novas soluções em áreas como ciência de dados, IoT, Machine Learning, realidade aumentada e robótica.
O objetivo é responder a necessidades reais de otimização dos nossos processos de forma a garantir competitividade, captando valor pela melhoria da produtividade e eficiência, concretizando o potencial dos nossos dados, processos e pessoas.
Os resultados já se sentem. Metodologias de Advanced Process Control e sistemas de IA ajudaram a reduzir a variabilidade de processos e a melhorar a eficiência industrial. Ao mesmo tempo, plataformas digitais têm contribuído para uma melhor experiência do cliente e melhor desempenho comercial. Modelos de previsão e algoritmos de Analítica Avançada estão a mudar a forma como planeamos e operamos em logística e em ambiente industrial.
Neste processo de aceleração digital estamos também a fazer um investimento forte nas pessoas da Navigator. A transformação digital só funciona quando as equipas têm as competências certas. Por isso, continuamos a investir em formação, desenvolvimento e literacia digital. Precisamos de talento preparado para o presente e para o que vem a seguir.
A IA não é apenas uma tendência, mas o novo campo de batalha da competitividade global. A Navigator responde com ambição, disciplina e resultados, reinventando a forma como cria valor, toma decisões e se relaciona com clientes e parceiros. O Fórum Digital Navigator 2025, dedicado à literacia digital e à inteligência artificial, é prova deste compromisso, promovendo o debate, a partilha de use cases internos e externos, e a apresentação do roadmap digital da empresa.
Acredito que a aceleração e a inovação na Digitalização são, hoje, dos mais impactantes fatores na “batalha” da competitividade global. A disponibilidade de tecnologias na Inteligência Artificial, na Robótica, na Automação ou nas plataformas digitais estão a redefinir processos, produtos e modelos de negócio. A nossa resposta tem de ser ambiciosa, mas também disciplinada e responsável, adotando estas soluções de forma incremental, com critério, construindo conhecimento, garantindo segurança e impacto, económico, ambiental e social.
E, no essencial, é isto que queremos afirmar: a IA na Navigator não é um fim em si mesma, é parte de uma ambição maior de aceleração e inovação digital responsável, centrada nas pessoas e orientada para resultados. Com a base que construímos em automação, dados e integração de sistemas, vamos continuar a escalar projetos de IA, robótica, IoT e analítica avançada, redesenhando processos e convertendo tecnologia em valor económico, ambiental e social.
Pedro Matos Silva, diretor de Tecnologia Digital da The Navigator Company

