IKEA Portugal transforma Parque Eólico do Pisco em polo energético híbrido

A IKEA Portugal vai transformar o Parque Eólico do Pisco, no município de Trancoso, num parque energético híbrido, através da integração de painéis solares. Este projeto insere-se na estratégia global de energia renovável do Grupo Ingka, apoiada por 4,3 mil milhões de euros investidos em 22 países.

IKEA Portugal transforma Parque Eólico do Pisco em polo energético híbrido

O parque, adquirido pela Ingka Investments, em 2018, é atualmente composto por 25 turbinas eólicas, com uma potência instalada de 50 MW, o que equivale à energia necessária para abastecer cerca de 30 lojas IKEA. O processo de hibridização do parque representa a próxima fase de desenvolvimento deste ativo, maximizando o seu potencial de geração de energia limpa utilizando a mesma área de terreno. A instalação solar irá gerar 83 GWh por ano, que se somarão aos 150 GWh já produzidos pelo parque eólico, resultando numa produção anual total de 233 GWh.

A combinação destas duas fontes de energia renovável permite também um fornecimento “mais estável e fiável”, sendo que se complementam, permitindo que o parque gira eletricidade de forma mais consistente ao longo do dia e do ano. Ao adicionar painéis solares, incluindo soluções inteligentes como painéis verticais ou bifaciais que captam luz de ambos os lados junto às turbinas eólicas existentes, o sistema otimiza o uso do solo para gerar um volume de energia significativamente maior.

A Country Retail Manager & CSO da IKEA Portugal, Laia Andreu, considera que este projeto é um “exemplo tangível” da forma como a marca está a contribuir para uma economia de baixo carbono.

Já o Head of Renewable Energy no Ingka Investments reforça que a iniciativa ilustra o compromisso com a inovação, permitindo aumentar a produção de energia a partir da mesma área de terreno. “Isto não só impulsiona a nossa capacidade de energia limpa, mas também define uma referência de como podemos integrar diferentes fontes renováveis para criar um fornecimento de energia mais estável e eficiente para o futuro”, conclui Frederik de Jong.

Simão Raposo

Quarta-feira, 11 Março 2026 09:51


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