De acordo com o relatório, perante o mesmo preço, 33 % dos inquiridos preferem adquirir um produto recondicionado de gama superior, enquanto 25 % optariam por um produto novo de gama inferior. Os dados sugerem ainda que os consumidores valorizam sobretudo a perceção de qualidade e desempenho, com 41 % a considerar importante uma garantia superior a um ano, 40 % a possibilidade de devolução ou troca, e 39 % a valorizar que o produto seja entregue testado e acompanhado de um relatório de qualidade.
É ainda referido que o mercado de recondicionados já conquistou 66 % dos consumidores portugueses, mas tem um potencial de crescimento expressivo, uma vez que 89 % dos inquiridos indicam equacionar comprar artigos usados no futuro. Os consumidores apontam a importância de fatores decisivos, como: preços mais acessíveis, mudanças nos hábitos de consumo e garantias ou assistência técnica mais fiáveis.
A análise mostra ainda uma preferência concreta no tipo de produtos recondicionados mais adquiridos pelos portugueses. Entre os que já compraram produtos em segunda mão, a tecnologia é a categoria em destaque, seguido pelo mobiliário e os equipamentos de entretenimento.
A confiança é o principal obstáculo para os 34 % de portugueses que ainda não aderiram a este mercado. Segundo o estudo, 31 % apontam a desconfiança na qualidade e durabilidade como o principal motivo para não avançar com a compra, enquanto 29 % referem o receio de avarias ou mau funcionamento. Além disso, 25 % assumem uma preferência por produtos novos e 23 % indicam a falta de garantias claras como entrave à aquisição destes produtos.
Simão Raposo

