Entre março e maio, foi efetuado um diagnóstico que mobilizou as equipas próprias da Fundação Jerónimo Martins incluindo assistentes sociais, engenheiros e empreiteiros, em articulação com as equipas das autarquias parceiras. No dia 8 de junho, serão lançadas as primeiras obras em cada um dos concelhos, com as equipas técnicas de engenharia e construção criadas para esta iniciativa.
Entre as instituições abrangidas, estão creches e lares de idosos, mas também estruturas de apoio a pessoas com deficiência e outras respostas sociais prioritárias, incluindo habitações de famílias vulneráveis identificadas pelas autarquias.
Segundo explica a Fundação Jerónimo Martins, pela dimensão das intervenções e pelo modelo colaborativo, este é um projeto de apoio filantrópico em larga escala, com poucos precedentes no País, tendo como objetivo acelerar a reposição da normalidade e das condições de vida em Leiria, Marinha Grande e Ourém.
De acordo com a presidente, a organização percebeu “profundamente” o nível de devastação nesta região, o que a levou a ampliar o apoio à comunidade, numa parceria “inédita” entre a sociedade civil e as entidades regionais para garantir que ninguém fica para trás. “Trata-se de um programa que procura dar uma resposta estruturada e de proximidade às populações afetadas, com especial enfoque nos grupos mais vulneráveis”, explica Marta Lopes Maia.
Já o diretor executivo destaca que a equipa visitou, porta a porta, mais de 140 instituições que servem populações vulneráveis. “Esperamos que este apoio demonstre o nosso esforço coletivo e responsabilidade da sociedade civil para resolver os problemas do País, neste caso apoiando as pessoas vulneráveis afetadas por esta tragédia”, acrescenta Miguel Herdade.
Simão Raposo


