A nova administração traz uma nova visão para o futuro da mobilidade elétrica em Portugal de forma a posicionar a empresa como “hub de interoperabilidade”. O presidente afirma que o objetivo é alicar o conhecimento a outros setores estratégicos da mobilidade, como o do transporte público, tendo como foco a melhoria da experiência do utilizador.
Num momento de transformação regulatória, marcado pela entrada em vigor do Novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME), a MOBI.E prepara-se internamente para operar no mercado liberalizado, estando a trabalhar em soluções que permitam aos operadores de pontos de carregamento continuar a oferecer a interoperabilidade para lá do período de transição. Esta aposta tecnológica permitirá uma transição completa para o novo modelo de mercado sem disrupção, garantindo que nenhum operador ou utilizador de veículo elétrico é afetado e que a mobilidade elétrica continua a crescer de forma sólida em Portugal. Em paralelo, a MOBI.E prepara-se para assumir as funções de Entidade Agregadora de Dados da Mobilidade Elétrica, permitindo a sua agregação junto do PAN – Ponto de Acesso Nacional, gerido pelo IMT.
Sílvia Amaral refere que importa também aproximar a organização do setor – que inclui operadores, plataformas, fabricantes e utilizadores – e contribuir para um sistema “mais integrado e digital”. “Acreditamos que estas alterações legislativas trazem consigo novas oportunidades para desenvolver esta área em que a MOBI.E já tem provas dadas”, acrescenta.
As apostas futuras, em linha com as exigências do mercado e com as com as metas europeias de descarbonização, passam pela disponibilização de soluções tecnológicas de interoperabilidade e disponibilização de sistemas gestão de postos de carregamento, tanto em redes de acesso público como privado. Estes novos serviços permitirão o crescimento do ecossistema da mobilidade elétrica de uma forma “integrada e simples” para os utilizadores e de uma forma “agregada e vantajosa” para os stakeholders do mercado, nomeadamente os operadores de pontos de carregamento.
Simão Raposo

