O apoio da Casa Ronald McDonald Portugal às famílias assume três formatos distintos, distribuídos por hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Lisboa e no Porto. Na capital, estão disponíveis os Espaços Familiares, que se encontram no Hospital D. Estefânia e no Hospital de Santa Maria. Estes locais podem ser utilizados por qualquer família que esteja a acompanhar uma criança ou jovem internado ou em tratamento. Estas são “verdadeiras casas” dentro dos hospitais, onde podem quebrar a rotina hospitalar e cuidar de si, enquanto se mantêm próximos dos filhos internados ou em tratamento. Já no Norte, o Hospital de São João conta com a Sala de Brincar, na Ala Pediátrica, que tem um conjunto de espaços de bem-estar.
Em ambas as cidades, as Casas Ronald McDonald – uma em Lisboa, que apoia a Unidade Local de Saúde (ULS) de São José, e outra no Porto, que apoia a ULS São João e o IPO-Porto – são acessíveis através do encaminhamento pelos serviços sociais das unidades.
Além disso, a organização que tem a McDonald’s como principal mecenas e parceiro promove ainda o programa de oferta de “Kits de Acolhimento Hospitalar” para as famílias das crianças internadas. Atualmente, em 16 hospitais, é composto por uma bolsa, escova e pasta de dentes, champô, gel de banho, manta e meias ou pantufas.
Uma resposta social ao sistema de saúde
Na perspetiva da diretora executiva da instituição, o seu papel é “fundamental e estratégico” no apoio ao SNS. Marta Sousa Pires acredita que, enquanto os hospitais garantem a “excelência médica”, organizações como a Casa Ronald McDonald Portugal asseguram que o contexto social e familiar não colapse perante a dor e a incerteza financeira. “Este apoio representa igualmente um alívio direto para o SNS, evitando que os hospitais tenham de gerir problemas sociais adjacentes à doença e permitindo que se foquem na sua missão clínica.”
Segundo a responsável, os profissionais de saúde reconhecem cada vez mais o contributo do trabalho desenvolvido para a recuperação dos utentes jovens internados, tendo em conta o impacto positivo da proximidade familiar no seu bem-estar. A porta-voz destaca as palavras do presidente do Conselho de Administração da ULS São José, Miguel Paiva, que descreve o Espaço Familiar como “um verdadeiro refúgio, onde pais e cuidadores encontrarão apoio, proximidade e conforto”; e sublinha a importância das parcerias entre instituições de saúde e o setor social na resposta às necessidades dos doentes e das suas famílias.
Um novo refúgio para as famílias
A mais recente adição ao portefólio está no Hospital Dona Estefânia, o maior hospital pediátrico em Portugal. O novo Espaço Familiar Ronald McDonald é um espaço integrado pensado para oferecer às famílias um ambiente “acolhedor, calmo e funcional”, que as faça sentir “em casa” mesmo em contexto hospitalar. Aqui, as famílias podem descansar, preparar refeições, cuidar da sua higiene pessoal, conviver com outras famílias e, acima de tudo, recuperar energia durante os períodos mais difíceis. O espaço permite ainda a pernoita em situações de urgência, tendo recebido, em média, mais de 115 famílias por mês.
Rede em expansão
Para os próximos anos, a ambição passa por abrir novos espaços em Portugal, nos hospitais do SNS de referência pediátrica. Pretende-se assim reforçar o cuidado centrado na família e a relevância da humanização nos cuidados hospitalares, sempre em articulação com os profissionais de saúde. A ideia é continuar a encontrar novas formas de apoio em contexto hospitalar, para que crianças, jovens e as suas famílias encontrem o conforto e a segurança de que necessitam durante o período de tratamento. “Queremos ser uma referência em todo o País e, para cumprir este objetivo, continuaremos a contar com o apoio dos nossos mecenas, doadores, voluntários, da nossa equipa e da comunidade médica”, conclui Marta Sousa Pires.
Uma nova identidade, a mesma missão
Depois de 26 anos como Fundação Infantil Ronald McDonald, a instituição passou este ano a denominar-se Casa Ronald McDonald Portugal, tendo como assinatura “A Família Está Sempre Presente”. Segundo Marta Sousa Pires, a ideia de “casa”, “acolhimento” e “apoio” está subjacente a esta identidade, independentemente do formato de resposta. A diretora executiva considera que a nova designação permite comunicar de forma “mais clara e emocional” a missão da instituição, colocando no centro os conceitos de proximidade e presença familiar.
Esta mudança insere-se num processo de alinhamento global da rede, presente em mais de 60 países. Para a dirigente, esta harmonização “contribui para uma maior coerência e reconhecimento global da missão da organização”, garantindo que a Casa Ronald McDonald seja imediatamente associada ao apoio e ao cuidado das famílias em momentos de particular exigência.
Simão Raposo






